JOGOS PAN-AMERICANOS II
Bernardinho se diz
otimista com o futuro do vôlei femininoWINNIPEG - Havia uma época em que a
geração de Ana Moser duvidava que um dia a seleção
brasileira feminina de vôlei pudesse vencer as temíveis
cubanas, bicampeãs mundiais e olímpicas. Na decisão da
medalha de ouro, nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg,
domingo à noite, quando o Brasil derrotou Cuba por 3
sets a 2, a história pode ter começado a mudar.
O técnico Bernardo Rezende, o
Bernardinho, responsável pelo crescimento do vôlei
feminino do Brasil, desde que assumiu a seleção em
1994, reconheceu o valor da nova geração, mas é firme
na sua convicção de que só mesmo muito trabalho
poderá fazer com que um dia o Brasil jogue no mesmo
nível de Cuba.
Ontem, a seleção deixou Winnipeg indo
para Wiscosin, nos EUA, onde fará três amistosos contra
a seleção local, antes de seguir para o Grand Prix da
Ásia, de 13 a 29 de agosto. Para a disputa do GP
retornam à seleção a atacante Ana Moser, Ricarda, que
vai substituir Andréia, como líbero, e Tatiana, que vem
para o lugar de Renata. Para Bernardinho, a medalha de
ouro dá a tranqüilidade de saber que tem um bom grupo a
ser trabalhado para o futuro. Ele referia-se à união
das atletas ainda jovens, mas experientes, como Virna,
Leila e Fofão, com as novatas Elisangela de Oliveira,
Walewska Moreira, Érika Coimbra, Carolina de
Albuquerque, Raquel da Silva e Renata Carvalho.
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