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COMPORTAMENTO IV
Games também são vistos como "más babás"

O dedão em riste geralmente apontado para a televisão começa a ser desviado para outro ponto: os jogos eletrônicos. Depois de protagonizarem a seção dos réus no caso do massacre da escola no Colorado, os games disputam o trono de "má babá" e viraram o objeto que todos adoram odiar. A eles, estão associadas ações violentas, mortes e destruição. Igualzinho a TV.

"Hoje, percebo mais influência dos jogos eletrônicos nos filhos da classe média do que a própria televisão", diz a psicóloga infanto-juvenil Lindair Ferreira de Araújo, que não percebe na TV um grande inimigo social, e sim como mais uma mídia que pode ser ou não nociva. "Acredito que somos maiores do que esse falado poderio da TV. Afinal, que seres humanos somos nós que precisamos nos curvar diante dela?", questiona.

Segundo a psicóloga, as crianças atendidas em seu consultório - vindas de uma classe média abastada ou nem tanto - trazem mais elementos e comportamentos ligados aos games. Estes jogos passam a ser nocivos, assim como a televisão, a partir do momento em que são usados sem limites e sem nehuma verificação de seu conteúdo.

COM LIMITES - A regra para a utilização dos jogos, sem dúvida cada vez mais requintados em cenas de violência, é a mesma indicada para a tv: a orientação sobre aquilo que está sendo consumido. "É preciso que um adulto esclareça a criança sobre aquilo que ela está tendo acesso. Se ela não pode discernir, que uma pessoa a explique. Defendo uma família que assuma claramente uma postura onde existam limites", diz. (F.M.)

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Jornal do Commercio
Recife - 01.08.99
Domingo