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EFICÁCIA Saiba mais sobre açúcares lights AGÊNCIA GLOBO Basta uma colherzinha de chá para alcançar aquele docinho paradisíaco no chocolate quente, no iogurte ou na banana com canela. E sem as calorias do açúcar comum. Este é o açúcar light, à venda em supermercados e lojas de produtos naturais. Uma colher de chá equivale a três de açúcar e tem em média cinco calorias contra as 15 de uma colher de açúcar comum. Mas, para se tornar tão doce, as versões light misturam ingredientes como aspartame, sacarina, ciclamato de sódio, lactose, steviosídeo, fenilalanina e a própria sacarose do açúcar refinado. Isto faz mal? Para o endocrinologista João Curvo, estes produtos são bem-vindos ao mercado por serem menos calóricos. Ele rebate as críticas feitas por médicos e nutricionistas ao uso do aspartame e do ciclamato de sódio, considerados tóxicos e cancerígenos. "Em primeiro lugar, este açúcar não é diet, mas light, porque possui determinado valor calórico. Já as pesquisas que condenam o aspartame por sua toxidade foram feitas em ratos, que pesam bem menos do que um ser humano. Para alcançar esta dosagem tóxica, o sujeito tem que tomar 40 envelopes de aspartame por dia durante muitos anos. Desta maneira, qualquer coisa faz mal. Mas algumas colheres de chá por dia proporcionam um paladar muito agradável, sem o amargo do adoçante comum e sem efeito colateral algum", garante. Até o ciclamato de sódio, supostamente cancerígeno, só faria mal, segundo João Curvo, para quem ingerisse 100ml por dia e não algumas gotas. Já a lactose, o açúcar encontrado no leite, pode causar alguma intolerância, porque os adultos, segundo Curvo, não possuem mais a lactase, enzima que processa a lactose. "Muita gente tem intolerância à lactose e não sabe. Os sintomas são excesso de fermentação intestinal e excesso de gases", diz. A lactose está na composição de Lowçúcar (R$ 3,95 o pacote de 100g); Stévia (R$ 4,35 o pacote de 250g); e Aspartame (R$ 29,30 o quilo). Mas ela não é encontrada no Magro (R$ 5,55 o quilo). A maioria contém sacarina, ciclamato de sódio e fenilalanina. Já o nutricionista Leonardo Haus não recomendaria nenhum destes açúcares aos seus clientes. "Concordo que os estudos aplicados em ratos são questionáveis, mas é a única maneira de se conhecer os efeitos tóxicos desses produtos que, de fato, existem. No caso de pessoas que possuam alguma intolerância a estas substâncias basta meio envelope para sentir o efeito. São produtos proibidos a gestantes, exatamente pela sua toxicidade, pois alteram a formação do cérebro do feto. Não basta para evitar este produto?", questiona. Haus é mais radical quando se refere ao aspartame. Segundo ele, a palavra aspartame significa éster metílico da fenilalanina, ou seja, de cada 1mg consumida, 10% vão se converter em metanol, substância que pode cegar uma pessoa, e, em seguida, em metanal, um álcool mais tóxico que o etílico, além de ser um agente carcinógeno. "Eu proibiria", diz. |
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