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TRAGÉDIA Colisão de trens faz 500 mortos na Índia
Neste local, os expressos Abodh-Assam e Brahmaputra, que circulavam na mesma via, se chocaram ontem às 2h locais (17h30 de domingo em Brasília). Pelo menos mil pessoas ficaram feridas na colisão, das quais uma centena em estado grave, segundo estas fontes. Responsáveis pelas ferrovias deram um balanço confirmado de 210 mortos e atribuíram o acidente a um problema de sinalização. "Pode ser que a sinalização não tenha funcionado e o maquinista de um dos trens não a tenha visto", declarou o secretário do ministério de ferrovias, Shanti Narain. Segundo médicos do hospital de Sadar, na cidade vizinha de Kishanganj, para o qual grande número de feridos foi levado, estes seriam muito superiores ao balanço oficial. O ministro de Bengala ocidental, encarregado da coordenação das operações de socorro, Srikumar Mukherjee, também expressou seu temor de que o balanço final possa superar os 500 mortos. Cada um dos três transportava pelo menos mil pessoas, com a maioria delas dormindo no momento do choque. "O pessoal da estação de Gaisal declarou ter ouvido uma grande explosão, mas pode ser que se tratasse, na realidade, do barulho do choque entre os dois trens", destacou um magistrado local, Samir Bannerjee, que participou da coordenação das operações de resgate. As primeiras informações mencionavam a explosão de uma bomba nesta estação, sugerindo um eventual atentado, cuja responsabilidade foi atribuída aos separatistas que agem nesta parte do nordeste da Índia. "As duas locomotivas e os primeiros vagões dos dois trens sofreram um impacto impressionante e vamos precisar de tempo para estabelecer um balanço definitivo", disse Bannerjee. Grande parte das vítimas é formada por membros do Exército e da tropa paramilitar BSF. Um porta-voz do Ministério da Defesa, o tenente-coronel Surtikant, desmentiu que um dos trens transportasse explosivos. "Nunca transportamos explosivos em trens de passageiros", disse. |
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