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"O recesso serviu para distender tensões" MARCO MACIEL Os primeiros sinais O governador Jarbas Vasconcelos lançou-se, ontem, na sua mais ousada cartada no sentido de ajustar a máquina administrativa às exigências da Lei Camata que, como se sabe, determina que o Estado não gaste mais do que R$ 6,00, de cada R$10,00 que arrecada, com seus barnabés. Está mandando à Assembléia Legislativa um conjunto de medidas que estimulando o pedido de demissão que vai evidentemente terminar, como aliás já aconteceu na Emater, em demissão pura e simples. Ele sabe que o caminho é longo e lhe custará caro. Como o Estado está gastando R$ 7,30 de tudo que efetivamente recebe, enquadra-se na Lei Camata quer dizer, na prática, cortar algo próximo de 21 mil servidores, considerando o baixo nível de salário que o Estado paga a seus empregados. E sabe, também, que dificilmente poderia conseguir isso nos próximos anos de sua gestão, razão por que parece ter decidido queimar logo parte de seu capital político no primeiro ano de Governo, na esperança de recuperá-lo com o sucesso das medidas. Mas, é preciso deixar claro que não há hoje segurança de que este recurso produza os efeitos necessários ao enquadramento do Estado nos parâmetros legais. Historicamente, o servidor alvo deste tipo de programa não se sensibiliza com a idéia de deixar o serviço público. A grosso modo tem mais de 45 anos, é semi-alfabetizado, está no emprego há mais de 20 anos e nunca teve qualquer experiência empresarial. Teme trocar o certo pelo duvidoso. E ao Governo restará, nos próximos meses, a dura opção - demissão de forma direta. O desafio é saber se, feito isso, o Estado estará melhor administrado e o contribuinte que paga a conta com a perspectiva de um melhor serviço público. E com alguma indicação de que pode voltar a funcionar como indutor do desenvolvimento. Resistência O prefeito Roberto Magalhães resiste muito à idéia de publicar um novo edital de privatização da CTU que inclua a assunção da dívida da empresa com o INSS. O prefeito diz que a razão disso é que tem sido um crítico do modelo de privatização feito pelo Governo FHC em que o contribuinte é quem paga a conta. Isso não quer dizer que não admita esta solução, mas que vai tentar até o fim uma solução diferente. E admite que já tem alguma coisa encaminhada que deve deseja anunciar nos próximos dias. Empresarial III Com o cronograma rigorosamente em dia, o Empresarial III ficará pronto em dezembro, segundo o diretor da Centrum Empreendimentos, Ronald Torres de Mello. O terceiro edifício inteligente da série construída ao lado do Shopping Center Recife será também o mais moderno, incorporando todos os avanços da moderna técnica de construção de prédios dedicados a empresas que entre outros itens inclui ponto de computador em toda a área do pavimento. Peso do Bandepe A venda do Bandepe e a incorporação de R$ 1,2 bilhão de seu programa de saneamento, a dívida de Pernambuco continua pesando no caixa do Governo do Estado. Mesmo a decisão da Secretaria do Tesouro de voltar a cobrar apenas 6% sobre o total da dívida não reduz o suficiente para dar um refresco com se pensou inicialmente. Segundo o secretário Jorge Jatobá, o problema não é o percentual é o tamanho da conta hoje próxima de R$ 3,2 bilhões. O BN continua sem rever as contas do FNE A reedição da Medida Provisória nº 1999 que trata 1846-10, trazia para muitos empresários dos vales do São Francisco (PE) e do Assu (RN) a expectativa de que pudessem rever as condições de renegociação das dívidas de suas empresas junto ao BN por conta do FNE. Mas a MP mexeu apenas na remuneração do banco para administrar o fundo. Carro 1 Deu venda no setor automobilístico no mês de julho. No caso da Volks o Gol continuou disparado como o campeão de vendas, embora venha surpreendendo, segundo analisa o diretor da revenda Alvesa, Sérgio Mota, a performance do Polo, um veículo quatro portas, motor 1.8, que está fazendo muitos clientes que entram numa loja pensando num Gol mudar para um carro médio, por conta do preço. Carro 2 O mesmo sentimento é o dos revendores da Fiat, cujas promoções de toda linha 99 fizeram as revendas praticamente "desovar" todo o estoque no mês passado. Como a Fiat lançou toda a linha 2000 de uma só vez, segundo Paulo Figueredo Jr. da Via Sul, praticamente já não existem mais veículos 99 na praça. O Pálio continua sendo o veículo mais vendido, seguido da Weekend e do "velho" Uno Mille. Começou, ontem, a mobilização das montadoras para vencer a resistência do Governo em não adiar o acordo automotivo que reduziu o IPI para os veículos novos. O acordo atual terminou dia 26 e se não se chegar a outro acordo os populares voltarão a pagar 10% de IPI (hoje são 8%) e os médios passam de 25% para 30% de IPI. Amanhece no Recife, amanhã, a direção mundial do Grupo Accord. Pierre Vaineau, Jean Marie Laché e Jean Larie Lanelongue participam da inauguração do Flat Quatro Rodas, em Olinda. Por R$ 36,00 o custo do megawatte/hora vendido, sexta-feira, pela Cemat para a Cataguases Leopoldina, está sendo considerado um balizador para o setor elétrico se organizar para o mercado de compras de energia no atacado. A Varig/Rio Sul está ampliando os serviços da Ponte Aérea que atende Rio, São Paulo, Brasília e Minas Gerais e que está completando um ano. Vai dar mil milhas no Smiles, além de reserva e marcação de assento, desconto nos táxis (Santos Dumont e Congonhas), desconto no aluguel de automóveis e sala de embarque exclusiva em Congonhas. |
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