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Incertezas elevam o dólar Os números de fechamento ontem, primeiro dia útil de agosto, não projetam um cenário positivo para os diversos segmentos do mercado financeiro. A Bolsa de São Paulo fechou o pregão com desvalorização de 2,20%, encostada no ponto mais baixo do dia, de 2,24%, e o dólar comercial valorizou-se 1,61%, vendido por R$ 1,829. O mercado de renda fixa, que estreou as novas regras nos fundos de investimento, o clima também é de cautela, principalmente com as incertezas em relação à tendência da inflação e, portanto, dos juros em agosto. As incertezas que frearam os negócios e os preços das ações em julho, quando a Bolsa de São Paulo se desvalorizou 10,19%, permaneceram deprimindo a Bolsa na virada de agosto. No quadro internacional, persiste a preocupação com uma possível elevação dos juros norte-americanos, uma queda da Bolsa de Nova York e um agravamento da crise econômica na Argentina, principalmente. No cenário doméstico, a retomada dos trabalhos no Congresso, após o recesso de deputados e senadores, não trouxe alento aos negócios com ações. O foco de perturbação, no caso, é a perspectiva de que o Congresso, ocupado com outras questões, mantenha paralisadas as votações das propostas de reformas. A ausência de uma idéia clara sobre o apoio dos partidos ao governo, depois da reforma ministerial, também preocupa o mercado. É grande a insatisfação também com a cobrança da CPMF nos negócios com ações, considerada um dos principais fatores de esvaziamento dos pregões. O volume na Bolsa ontem foi de apenas R$ 380,214 milhões ou US$ 207,880 milhões. A idéia é que a CPMF, por encarecer a operação, afugenta principalmente o investidor externo. Por isso, operadores da Bolsa de São Paulo fazem paralisação do pregão por meia hora hoje, às 11 h, para protestar contra a cobrança da CPMF. Obs: Os dados dos fundos de investimento seguem a nova classificação da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento), após a adoção do sistema de liquidez diária, desde ontem. RENDA FIXA - A aplicação em CDB pela taxa máxima de 20,80% ao ano rendeu ao investidor 1,59% bruto e 1,27% líquido, pelo período de 30 dias. Uma aplicação de R$ 10 mil, nas agências, foi remunerada com taxa de 18,71% ao ano ou 1,44% bruto e 1,15% líquido; de R$ 30 mil, 18,08% ao ano ou 1,39% bruto e 1,12% líquido; e de R$ 50 mil, 18,80% ao ano ou 1,45% bruto e 1,16% líquido. TENDÊNCIAS - Na Bolsa de Mercadorias e Futuros, os contratos de juro projetam queda de 1,63% para 1,61%, em agosto; e altas de 1,67% para 1,70%, em setembro; de 1,76% para 1,83%, em outubro; de 1,90% para 1,93%, em novembro; de 2,19% para 2,32%, em dezembro; e taxa de 2,10%, em janeiro. Contratos de IBovespa futuro projetam valorização de 0,26%, para 10.238 pontos, até o próximo vencimento, em 18 de agosto. Ouro Fechamento: R$ 15,25 O ouro movimentado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fechou o pregão cotado por R$ 15,25 o grama, com valorização de 1,67%. O volume negociado foi de 522 kg. No mercado de Nova York, na Commodity Exchange (Comex), a onça-troy (31,104 gramas) de ouro foi cotada por US$ 256,20 nos contratos para liquidação em agosto. Dólar As cotações do dólar deram largada ao mês de agosto em alta, pressionadas pelo clima de incertezas que permeou os negócios no mercado financeiro, ontem. O dólar paralelo avançou 0,59%, cotado por R$ 1,852 para compra e R$ 1,873 para venda. O comercial apurou valorização mais acentuada, de 1,61%, que puxou o preço de compra para R$ 1,827 e o de venda para R$ 1,829. Bolsas A Bolsa de São Paulo deu largada ao novo mês confirmando as previsões pessimistas de que as ações poderiam dar continuidade, em agosto, às quedas iniciadas em julho. As cinco maiores altas, entre as 47 ações do Índice Bovespa (IBovespa), foram Companhia Siderúrgica Nacional ON, 1,2%; Aracruz PNB, 1,1%; Telesp ON, 0,9%; Itaubanco PN e EPTE PN, 0,6%. As maiores baixas, Tran Paulista PN, 13%; Geradora Paranapanema PN, 12,2%; Geradora Tietê PN, 11,8%; Telepar Celular PNB, 7,3%; e Light ON, 6,4%. |
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