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GOVERNO V
PDV do Governo Miguel Arraes não deu resultado

Não é a primeira vez que os servidores estaduais são estimulados a se desligar do serviço público mediante um programa de demissão voluntária. Em 96, o Governo Miguel Arraes colocou em prática o Programa de Desligamento Incentivado (Prodesi) em duas versões, uma no meio do ano e outra em dezembro. O balanço final do programa, segundo dados da Secretaria da Administração, foi a saída de cerca de 1,5 mil servidores, o que não atingiu a meta prevista.

Na primeira fase do Prodesi, houve 1,2 mil adesões, levando o Estado a investir R$ 16,7 milhões. Com o Prodesi II, somente 299 servidores se interessaram em solicitar a demissão voluntária. Nessa etapa, foram gastos mais R$ 4 milhões. A meta inicial do Governo Arraes era demitir 12 mil servidores e economizar R$ 7 milhões em gastos com pessoal.

O ex-secretário da Administração, Dilton da Conti, não quis fazer maiores comentários sobre o Prodesi, mas explicou que a meta não foi alcançada por conta da estratégia do antigo Governo. "O Programa era, realmente, voluntário e não houve pressão em cima dos servidores". Segundo ele, o Prodesi foi elogiado, por ter sido feito com base em um planejamento que incluía, por exemplo, pesquisa prévia junto ao funcionalismo. (H.R.)

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Jornal do Commercio
Recife - 03.08.99
Terça-feira