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MACEIÓ III Nas Igrejas, trechos da história Se o passado recente de Maceió vem incomodando a indústria turística, a história mais antiga é normalmente divulgada como grande atração. O passado continua vivo em suas ruas e em suas águas. A começar pelo nome do município, inspirado na composição das lagoas. A restinga que formava os rios Mundaú e Paraíba do Meio trazia areia, pedras e vegetais que foram se acumulando na sua desembocadura, formando um terreno alagadiço. O mar também depositava sedimentos, criando uma barreira que fechava a saída dos rios. Assim surgiram as lagoas Mundaú e Manguaba. Os índios, então, passaram a chamar o lugar de Maçai-o-ok, que significa "o que tapa o alagadiço". O povoamento europeu da região data do século 17, quando os navios chegaram pela enseada de Jaraguá, ancoradouro natural para onde eram levados os carregamentos de madeira das florestas litorâneas. Depois, escoou por Jaraguá a produção de açúcar. Foi através do comércio em torno do ancoradouro de Maceió que o povoado cresceu e tornou-se Vila em 05 de dezembro de 1815, e a capital da Província de Alagoas em 09 de dezembro de 1839. Ainda em alguns bairros praianos pode-se notar a arquitetura colonial. Dessa época são as igrejas mais visitadas da cidade. Identifica-se nelas o passado em cada detalhe, funcionando como aulas de história. A Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, por exemplo, de 1829, fica no centro da cidade de Maceió e guarda ainda hoje alguns aspectos do barroco e características arquitetônicas do século 19. Sua torre sineira lembra algumas Igrejas de Salvador. Da mesma forma, a Catedral de Nossa Senhora dos Prazeres tem a imponência da era colonial. As duas, presume-se, foram totalmente construídas por escravos. Outra que vale destacar é a Igreja de São Gonçalo do Amarante. Seu valor está na riqueza histórica e não na suntuosidade. Foi construída em 1888 por escravos que transformaram um armazém de pólvora em templo. Fica também no centro da cidade. Essas igrejas mantém exposições de arte sacra e também documentos ligados à história da cidade. (L.C.F.) |
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