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MOTOS Custo elevado limita acesso de motoqueiros ao plano de seguro Fazer seguro de moto é mais caro do que o de um carro zero quilômetro. O proprietário de uma Honda C 100, por exemplo, tem que desembolsar R$ 1.170,00. O preço da moto é R$ 2.550,00. Já o valor que as companhias cobram por um Palio EL completo é de R$ 970,00. "Esse preço ainda pode variar, dependendo do perfil do motorista", disse o gerente técnico da Premier Seguros, Humberto Veloso. Com um valor, em média, 50% superior ao da motocicleta, os usuários preferem correr os riscos a que estão sujeitos pilotando o veículo sem cobertura a optar pelo seguro. "Não compensa pagar caro pelo seguro de minha moto", diz o vendedor Flávio Gomes Linhares, que já sofreu dois acidentes graves. "Esta é minha segunda moto. A primeira perdi ao bater num carro ano passado", revelou Linhares. Para cada 5 mil veículos segurados pelas companhias, apenas um é moto. "O preço do seguro é muito caro e são raras as pessoas que se interessam em obter o serviço. E o mesmo ocorre com o seguro para acessórios automotivos", afirmou o gerente de seguros da Sulamérica de Automóveis, Hélio Braga. A companhia é uma das poucas que oferece esse tipo de seguro. A cobertura é semelhante a dos automóveis: contra colisão, danos materiais, incêndio, roubo e responsabilidade civil. ROUBOS - O motivo para que o valor do seguro de moto seja tão elevado, superior aoo dos automóveis, explica Braga, é o risco do veículo. "As motos são mais fáceis de ser roubadas. E em caso de acidente, o valor do reparo é alto, em alguns casos, não compensa", ressalta o gerente da Sulamérica. O dono da Motoparst Roberto Correia Lima, complementa dizendo que o custo para consertar uma moto é, em média, de R$ 1.500,00. "Se o preço de um escape da CB 500 é R$ 1.090". De acordo com Humberto Veloso entre os clientes da corretora, apenas um era segurado de moto. "Mesmo assim, ele desistiu de renovar a apólice este ano", comenta ele. A situação do motoqueiro é ainda pior. As companhias não fazem seguro de vida para quem dirige moto. "Só no caso de grandes empresas que utilizam esse veículo para locomoção de seus funcionários", destaca Humberto. |
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