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CARNAVAL IV Gueri-gueri sai "sem lenço nem documento" SÃO PAULO - Mesmo sem patrocínio, sem chope e sem uma banda ao vivo no trio elétrico, a banda Gueri-Gueri vai desfilar no sábado, a partir das 13h, pelas ruas dos Jardins, zona sudoeste de São Paulo, quase voltando ao que era, quando foi criada pelo casal Vera e Roberto Suplicy, em 1986. "Até segunda-feira nós não estávamos decididos se faríamos, mas os amigos decidiram apoiar e resolvemos fazer uma festa popular", disse Roberto, irmão do senador Eduardo Suplicy e dono do Supremo Musical, onde foi criada a banda, na esquina das ruas Oscar Freire e Consolação. A banda perdeu o patrocínio de uma cervejaria, que decidiu investir em carnavais de rua de outras regiões do país e não conseguiu obter outro apoio. Antes, a cerveja era distribuída para os foliões que tivessem a camisa do bloco. "Quem quiser cerveja vai ter, baratinho, com os ambulantes", diz Vera Suplicy. As madrinhas da banda, Carola Scarpa, e da bateria, Claudete Neves, desfilam sem cachê. A Vai-Vai, que também não receberá pela participação de seus integrantes, vai comparecer com a bateria e mulatas. O carro de som do trio elétrico foi cedido de graça por Marcelo Borghetti. A diferença desse "desfile da crise" e o dos primeiros anos da banda está no tamanho. "No primeiro ano éramos umas 60 pessoas", disse Roberto Suplicy. Em 98, segundo estimativa da PM, 30 mil pessoas seguiram a banda. "Assim vai ser gostoso, pelo menos este ano, nós vamos poder nos divertir. Nos outros anos, tínhamos de nos preocupar com a venda de camisetas", disse. |
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