EDUCAÇÃO
Ministro
anuncia mais crédito educativoBRASÍLIA - O
ministro da Educação, Paulo
Renato Souza, anunciou ontem que
o Governo vai ampliar o programa
federal de crédito educativo,
que financia os estudos de alunos
pobres nas universidades
particulares. Por falta de
verbas, menos de 200 mil
universitários são atendidos
atualmente pelo programa. Segundo
Paulo Renato, a meta do Governo
é pelo menos dobrar para 400 mil
os alunos financiados, já a
partir deste ano.
O presidente
Fernando Henrique determinou que
seja criado um grupo com
técnicos do MEC, do Ministério
da Fazenda e do Banco Central
para apresentar a proposta em 30
dias. "O crédito educativo
não pode ser feito com dinheiro
público. Os recursos precisam
ser captados no sistema
financeiro, como qualquer outro.
O Governo vai entrar apenas para
subsidiar a taxa de juros. As
linhas de créditos deverão
estar acessíveis no sistema
bancário", defendeu Paulo
Renato.
O ministro
disse que o MEC quer passar a
financiar os alunos, e não as
instituições universitárias. O
crédito educativo passará a ser
o grande sistema de financiamento
dos estudantes das universidades
particulares. O programa é pouco
acessível hoje e muitos
estudantes que poderiam ter
direito ao benefício têm
dificuldade por falta de verbas.
O pedido é feito através da
universidade na qual o estudante
está matriculado, desde que ele
atenda aos pré-requisitos do
programa, que não deverão ser
alterados.
CRÉDITO
AGRÍCOLA - O MEC e a área
econômica do Governo vão
estudar um sistema semelhante ao
crédito agrícola para o
financiamento. O sistema deverá
vigorar já neste ano.
"Falei com o presidente
Fernando Henrique Cardoso e vou
falar com o ministro Pedro Malan
(Fazenda) e o Gustavo Franco
(presidente do Banco Central)
para que possamos trabalhar
juntos na formulação de uma
proposta e na análise de
alternativas para a expansão do
crédito educativo. Em 30 dias
devemos ter uma proposta
efetiva", disse Paulo
Renato.
No crédito
agrícola, o banco faz
empréstimo ao agricultor cujo
teto varia de acordo com o
produto a ser cultivado. Os juros
cobrados são de 6,25% ao ano. Os
menores juros cobrados no mercado
são de cerca de 29%. O Governo
cobre a diferença entre esses
juros.