- - - - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 06 de janeiro de 1999

EDUCAÇÃO
Ministro anuncia mais crédito educativo

BRASÍLIA - O ministro da Educação, Paulo Renato Souza, anunciou ontem que o Governo vai ampliar o programa federal de crédito educativo, que financia os estudos de alunos pobres nas universidades particulares. Por falta de verbas, menos de 200 mil universitários são atendidos atualmente pelo programa. Segundo Paulo Renato, a meta do Governo é pelo menos dobrar para 400 mil os alunos financiados, já a partir deste ano.

O presidente Fernando Henrique determinou que seja criado um grupo com técnicos do MEC, do Ministério da Fazenda e do Banco Central para apresentar a proposta em 30 dias. "O crédito educativo não pode ser feito com dinheiro público. Os recursos precisam ser captados no sistema financeiro, como qualquer outro. O Governo vai entrar apenas para subsidiar a taxa de juros. As linhas de créditos deverão estar acessíveis no sistema bancário", defendeu Paulo Renato.

O ministro disse que o MEC quer passar a financiar os alunos, e não as instituições universitárias. O crédito educativo passará a ser o grande sistema de financiamento dos estudantes das universidades particulares. O programa é pouco acessível hoje e muitos estudantes que poderiam ter direito ao benefício têm dificuldade por falta de verbas. O pedido é feito através da universidade na qual o estudante está matriculado, desde que ele atenda aos pré-requisitos do programa, que não deverão ser alterados.

CRÉDITO AGRÍCOLA - O MEC e a área econômica do Governo vão estudar um sistema semelhante ao crédito agrícola para o financiamento. O sistema deverá vigorar já neste ano. "Falei com o presidente Fernando Henrique Cardoso e vou falar com o ministro Pedro Malan (Fazenda) e o Gustavo Franco (presidente do Banco Central) para que possamos trabalhar juntos na formulação de uma proposta e na análise de alternativas para a expansão do crédito educativo. Em 30 dias devemos ter uma proposta efetiva", disse Paulo Renato.

No crédito agrícola, o banco faz empréstimo ao agricultor cujo teto varia de acordo com o produto a ser cultivado. Os juros cobrados são de 6,25% ao ano. Os menores juros cobrados no mercado são de cerca de 29%. O Governo cobre a diferença entre esses juros.




   

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