EDUCAÇÃO III
Paulo
Renato acha que autonomia está
próximaBRASÍLIA - O
ministro da Educação, Paulo
Renato Souza, afirmou ontem que,
com a aprovação da reforma
administrativa, há a
possibilidade de que a autonomia
universitária venha ser
efetivada por lei comum, sem
necessidade de emenda
constitucional. "Talvez
possamos prescindir da emenda,
vamos definir isso junto com a
Casa Civil e espero que tudo
esteja concluído até
julho", disse.
A proposta de
emenda constitucional da
autonomia universitária dá às
instituições federais maior
poder de gestão sobre os
recursos, prevendo que elas
possam inclusive realizar
contratações e demissões sem
necessidade de autorização do
Governo. A proposta está parada
no Congresso há três anos, pois
as universidades querem garantia
de repasse de recursos do Governo
federal, e a área econômica se
recusa a vincular verbas para as
instituições federais de ensino
superior.
"Temos
alguns estudos jurídicos dizendo
que na reforma administrativa
aprovada nós temos instrumentos
para trabalhar com a autonomia
universitária sem termos
necessidade de emenda
constitucional. A autonomia
poderia ser por projeto de
lei", disse Paulo Renato.
Segundo o
ministro, a reforma
administrativa cria a
possibilidade do emprego público
por meio da legislação
trabalhista da CLT, que não
prevê estabilidade para o
empregado. "Isso pode ser
usado para que cada universidade
crie sua própria carreira
docente, por exemplo",
afirmou.