ALAGOAS
Suspenso
porte de armas em AL por ordem do
novo governadorMACEIÓ - O
secretário de Segurança
Pública de Alagoas, Edmilson
Miranda, anunciou ontem que o
porte de armas está suspenso em
todo o Estado até segunda ordem.
A medida será publicada no
Diário Oficial do Estado, até
sexta-feira, por meio de portaria
assinada pelo governador Ronaldo
Lessa (PSB).
Segundo o
secretário apenas os portes de
armas concedidos por medidas
constitucionais, estão valendo.
É o caso de desembargadores,
juízes, autoridades policiais e
parlamentares. Os atuais portes
terão de ser refeitos, o que
ainda não tem data para
acontecer.
Miranda afirmou
que a medida tem como objetivo
reduzir o índice de
criminalidade em Alagoas, o
quarto Estado mais violento do
país, e combater o crime
organizado.
O secretário
disse ainda que a secretaria de
Segurança Pública de Alagoas
enfrenta sérios problemas
estruturais prinicipalmente no
interior do Estado onde várias
delegacias funcionam apenas com o
apoio dos prefeitos. "Com a
mudança de Governo, prefeitos
ligados ao ex-governador estão
tomando os prédios das
delegacias, como é o caso de
Cajueiro, onde delegados e
policiais foram
desalojados", afirmou
Miranda. Além das delegacias
improvisadas, a polícia enfrenta
problemas por falta de viaturas,
armas e munição.
Em 1998, foram
mil homicídios cometidos em
Alagoas, contra uma média
histórica dos últimos dez anos
de cerca de 700 assassinatos por
ano. Ronaldo Lessa elegeu o
combate à violência como a
prioridade dos primeiros dias de
seu Governo.
SEM TERRA -
O Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem Terra (MST) iniciou o
ano ocupando quatro fazendas em
Alagoas. Anteontem, foram
invadidas as fazendas Prazeres,
de 1.800 hectares, em Flexeiras;
Canudos, em Messias; São Pedro,
em Atalaias, ambas com 800
hectares; e Manteiga, de 350
hectares, em Joaquim Gomes. Os
quatro municípios ficam na
região da zona da mata alagoana
a uma distância média de 56
quilômetros de Maceió. Ao todo,
806 famílias participaram das
quatro ocupações.
O clima é
tenso nas fazendas Prazeres e
Canudos, áreas reocupadas.
Segundo o coordenador do MST em
Alagoas, Marcos Antônio da
Silva, o "Marron",
seguranças armados da Usina
Peixe rondaram, em três carros,
as duas áreas ocupadas, dizendo
que vão invadir os acampamentos.
Dirigentes do MST que estão nas
áreas coordenando a resistência
denunciaram o fato às
autoridades policiais e aguardam
a solidariedade de entidades
ligadas aos movimentos sociais.