ABASTECIMENTO
Compesa
ampliará o racionamentoA Compesa não vai
reduzir o racionamento de água
na Região Metropolitana do
Recife, como foi divulgado ontem.
Para evitar um colapso total, a
intenção é aumentar o número
de dias sem água, devido ao
baixíssimo nível das barragens.
Para diminuir os efeitos, no
entanto, a companhia está
estudando uma forma de crescer a
pressão nos canos para ampliar o
tempo que a água permanece nas
torneiras, numa tentativa de
abastecer as áreas mais
distantes das tubulações
principais.
Em algumas
áreas, a água passará mais
tempo no cano nos dias de
fornecimento, mas, em
contrapartida, a população
ficará mais dias sem recebê-la.
Atualmente, o sistema é de 20h
com água e 72h sem, no Recife, e
24h com água e 76h sem, na Zona
Norte da RMR. O presidente da
Compesa, Gustavo Sampaio, espera
divulgar até sexta-feira a
mudança no esquema de
racionamento, mas não pode
adiantar como vai funcionar, pois
isso depende da finalização de
estudos. A princípio, a
modificação pode acontecer
apenas na Zona Norte, onde a
situação é mais crítica.
Sampaio lembra
que a reengenharia de manobra
para aumentar a pressão nos
tubos é apenas uma tentativa de
garantir a chegada da água em
residências onde o abastecimento
dura menos que o tempo previsto
(20 horas no Recife e 24 horas em
Olinda).
"Para que
o aumento da pressão beneficie
as pessoas que hoje não recebem
água, será necessária a
colaboração dos que já são
atendidos. Se eles aumentarem o
consumo, aproveitando o maior
tempo de permanência da água
nas torneiras, as residências
distantes da tubulação
continuarão
desabastecidas."
O presidente da
Compesa alerta que o aumento do
racionamento é imprescindível
para tentar garantir o
abastecimento, mesmo de forma
precária, até que ocorram as
chuvas previstas para março e
abril. "Não podemos operar
milagres. Encontramos os
principais mananciais em níveis
críticos. A Barragem de
Tapacurá, responsável pelo
abastecimento de grande parte da
Região Metropolitana do Recife,
só está no momento com 10% de
sua capacidade e Botafogo, com
8%."
Segundo Gustavo
Sampaio, a mudança que se
pretende implantar vinha sendo
estudada pela companhia, desde
dezembro. "Já deveria ter
sido adotada há mais
tempo", considera. O
presidente da Compesa diz que
outras decisões já foram
tomadas para amenizar a crise de
abastecimento d'água.
"Autorizamos a instalação
de oito poços já perfurados e a
perfuração de mais seis, todos
em Olinda", informou Gustavo
Sampaio.