- - - - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 06 de janeiro de 1999

CONTAS PÚBLICAS V
Governo aumenta capital da Perpart

A empresa de fomento econômico do Governo do Estado, Perpart Participações S.A., aumentou o seu capital social que passou de R$ 2 milhões para R$ 13,2 milhões, num dos últimos atos do Governo Arraes. O aporte de recursos foi aprovado pelos acionistas da empresa, que são o Governo do Estado, que detém 51% das ações, o Porto de Suape com 24,5% e a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) que tem 24,5% das ações.

O Porto de Suape e a Compesa entraram, cada um, com R$ 2,7 milhões que já estavam na Perpart desde junho, através de um adiantamento feito para o aumento de capital da empresa. "Esse aumento de capital apenas formalizou a incorporação de ativos imobiliários e físicos que já estavam na empresa", disse um ex-diretor, que preferiu não se identificar. A empresa está na lista das privatizáveis do governo Jarbas Vasconcelos.

A Perpart também incorporou 35,2 milhões de ações do Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe), que valem aproximadamente R$ 3,2 milhões. O aumento do capital ainda incluiu a incorporação de um terreno de 263 hectares no valor de R$ 2,5 milhões. Localizado à margem da BR-408 em São Lourenço da Mata, o local seria usado para fazer um terminal intermodal de cargas em conjunto com a iniciativa privada.

USINAS - Criada com o propósito de fomentar negócios no Estado, a Perpart também participou com uma caução de R$ 7 milhões para que sete usinas recebessem um financiamento de aproximadamente US$ 14 milhões. As usinas que participaram da operação se comprometeram a entregar quase 70 mil toneladas de açúcar às trades Czarkinow Rionda, com sede em Nova Iorque, e a Sucden, que tem sede em Paris.

As sete empresas não entregaram o açúcar e a Perpart as acionou judicialmente. As usinas que participaram do financiamento foram a Barão de Suassuna, Pumaty, Cruangi, Maravilhas, Salgado, Bom Jesus e Bulhões. A Justiça determinou o seqüestro dos estoques de açúcar das empresas que participaram da operação. Também foram seqüestradas quase 50 mil toneladas de açúcar que estavam armazenadas no terminal açucareiro que o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool (Sindaçúcar) tem arrendado dentro do Porto do Recife.

Como o terminal é usado por várias empresas, a Justiça determinou que a Secrearia da Fazenda fizesse uma auditoria para descobrir de quem era o açúcar armazenado. A audioria foi realizada mas a Secretaria da Fazenda não revelou o resultado dessa ação.




   

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