CONTAS PÚBLICAS V
Governo
aumenta capital da PerpartA empresa de fomento
econômico do Governo do Estado,
Perpart Participações S.A.,
aumentou o seu capital social que
passou de R$ 2 milhões para R$
13,2 milhões, num dos últimos
atos do Governo Arraes. O aporte
de recursos foi aprovado pelos
acionistas da empresa, que são o
Governo do Estado, que detém 51%
das ações, o Porto de Suape com
24,5% e a Companhia Pernambucana
de Saneamento (Compesa) que tem
24,5% das ações.
O Porto de
Suape e a Compesa entraram, cada
um, com R$ 2,7 milhões que já
estavam na Perpart desde junho,
através de um adiantamento feito
para o aumento de capital da
empresa. "Esse aumento de
capital apenas formalizou a
incorporação de ativos
imobiliários e físicos que já
estavam na empresa", disse
um ex-diretor, que preferiu não
se identificar. A empresa está
na lista das privatizáveis do
governo Jarbas Vasconcelos.
A Perpart
também incorporou 35,2 milhões
de ações do Laboratório
Farmacêutico de Pernambuco
(Lafepe), que valem
aproximadamente R$ 3,2 milhões.
O aumento do capital ainda
incluiu a incorporação de um
terreno de 263 hectares no valor
de R$ 2,5 milhões. Localizado à
margem da BR-408 em São
Lourenço da Mata, o local seria
usado para fazer um terminal
intermodal de cargas em conjunto
com a iniciativa privada.
USINAS -
Criada com o propósito de
fomentar negócios no Estado, a
Perpart também participou com
uma caução de R$ 7 milhões
para que sete usinas recebessem
um financiamento de
aproximadamente US$ 14 milhões.
As usinas que participaram da
operação se comprometeram a
entregar quase 70 mil toneladas
de açúcar às trades Czarkinow
Rionda, com sede em Nova Iorque,
e a Sucden, que tem sede em
Paris.
As sete
empresas não entregaram o
açúcar e a Perpart as acionou
judicialmente. As usinas que
participaram do financiamento
foram a Barão de Suassuna,
Pumaty, Cruangi, Maravilhas,
Salgado, Bom Jesus e Bulhões. A
Justiça determinou o seqüestro
dos estoques de açúcar das
empresas que participaram da
operação. Também foram
seqüestradas quase 50 mil
toneladas de açúcar que estavam
armazenadas no terminal
açucareiro que o Sindicato da
Indústria do Açúcar e do
Álcool (Sindaçúcar) tem
arrendado dentro do Porto do
Recife.
Como o terminal
é usado por várias empresas, a
Justiça determinou que a
Secrearia da Fazenda fizesse uma
auditoria para descobrir de quem
era o açúcar armazenado. A
audioria foi realizada mas a
Secretaria da Fazenda não
revelou o resultado dessa ação.