- - - - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 06 de janeiro de 1999

CONTAS PÚBLICAS VII
Celpe quer renegociar dívidas para valorizar a venda em leilão

O novo presidente da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), Paulo Cezar Tavares, pretende renogociar as dívidas da empresa para possibilitar uma valorização maior da Companhia no futuro leilão. Paulo Cezar foi empossado ontem e explicou que para tentar quitar o passivo circulante de R$ 300 milhões, deixados pela antiga diretoria, buscará reduzir os gastos da Celpe, aumentar a receita e renegociar esses débitos. "Iremos fazer o que qualquer pessoa faz quando, por exemplo, estoura o cheque especial", comentou o novo presidente.

Durante o seu discurso de posse, o engenheiro ressaltou que a Celpe fechou o ano de 1998 com o maior lucro da sua história, R$ 59 milhões até novembro. Mas, por outro lado, também deixou o maior passivo. Um total de dívidas que cresceu, em um ano, de R$ 160 milhões para R$ 300 milhões. Mesmo assim, ele considera que a Companhia tem condições de se tornar a maior empresa de distribuição do Nordeste, por trabalhar com o menor custo marginal de distribuição e com um quadro de funcionários de excelência.

Também de olho na privatização, Tavares comentou que é preciso preparar a empresa para a mudança, inclusive rediscutindo a sua meta que, para ele, não é só vender energia, mas os serviços que ela gera como iluminação, refrigeração, entre outras. A competição, segundo o presidente, precisa ser bem analisada pois 4% do mercado pode comprar energia livremente, ou da Celpe ou de outra empresa como a Chesf por exemplo.

Junto com o presidente também foram nomeados os novos diretores da Companhia. Na diretoria de Administração assumiu o engenheiro Alexandre Valença Leal de Lima, funcionário da Celpe desde 1976. O também engenheiro Frederico Tavares de Lima foi nomeado diretor de Gestão Executiva. Ele 74 também é funcionário da casa.

A diretoria Econômico-Financeira será ocupada pelo economista e administrador de empresas Lincoln de Brito Xavier, que já passou pela Eletrobrás, Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), entre outros. E na diretoria de Gestão do Sistema Elétrico ficou Reive Barros dos Santos, funcionário da Chesf.




   

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