CONTAS MUNICIPAIS
Prefeitura
pede empréstimo para pagar Banco
do BrasilOs recursos dos
municípios retidos pela União e
as dificuldades para
renegociação das dívidas
levaram o prefeito Roberto
Magalhães (PFL) a solicitar uma
Antecipação de Receita
Orçamentária (ARO), no valor de
até R$ 10 milhões. A Secretaria
de Finanças tentou junto ao
Banco do Brasil, no final de
dezembro, estender o prazo para
pagamento de um débito de R$ 6
milhões e não conseguiu, por
isso recorreu a operação, que
se for feita nos moldes
tradicionais pode ter alto custo
financeiro com taxas de até 4,7%
ao mês. "Se por acaso não
for um bom negócio para a
Prefeitura, a operação não vai
ser realizada", antecipou,
ontem, o secretário adjunto de
Finanças, Marco Veloso.
A solicitação
da ARO está contida no pacote de
medidas que o prefeito enviou
para ser votado na Câmara dos
Vereadores no período
extraordinário. "Não
podemos ficar inadimplentes, pois
o Recife ficaria impedido de
conseguir empréstimos. Contamos
com a promessa do Banco Central
de taxas atraentes",
completou Veloso. O débito com o
Banco do Brasil refere-se a
contrato que está sendo pago. De
acordo com o secretário-adjunto,
os R$ 91 milhões retidos pelo
Governo Federal, nos últimos
dois anos, impediram a Prefeitura
de manter em dia todos os
débitos. A Prefeitura esteve
muito próxima de fechar uma
renegociação do passivo com o
BB mas, o Banco Central colocou
obstáculos.
TRIBUTAÇÃO
- Entre as propostas que já
estão sendo analisadas pelos
vereadores, a Secretaria de
Finanças está apostando no
projeto de lei número 43, que
altera dispositivos da
legislação tributária. Depois
de uma análise minuciosa da lei
15.563, de 27 de dezembro de
1991, os técnicos em tributos
chegaram a conclusão da
necessidade de mudanças no
sentido de agilizar os
procedimentos de pagamentos e
cobrança de impostos.
"Concluímos que a única
alternativa para aumentar a
receita seria a redução da
inadimplência", lembrou
Veloso.
Sem sugerir
aumento de alíquotas nem criar
novos tributos, a Prefeitura
espera pelo menos manter este
ano, a média de crescimento real
da receita na casa dos 5%,
percentual que se manteve nos
dois primeiros anos da
administração. Os contribuintes
passarão a ter mais facilidades
no momento de acertar as contas
com o fisco municipal. O prazo de
defesa para os inadimplentes, que
atualmente é de 15 dias, vai
dobrar para 30 dias. Quem desejar
parcelar os débitos poderá
fazer a solicitação via
Internet, fax ou pelos Correios.
Com o
recebimento do carnê enviado
pela Prefeitura à residência ou
estabelecimento do devedor e o
pagamento da primeira parcela
ficará confirmado o acordo do
parcelamento. "Já estamos
adotando este procedimento para
facilitar a vida de quem
deve", garantiu o
secretário-adjunto de Finanças.
Outras medidas que não precisam
de regulamentação já estão
sendo usadas como o sistema home
bank, onde, via Internet, pode-se
receber o carnê e pagar tributos
como o IPTU.