IMPOSTOS III
Medida
não vai afetar o consumidor de
imediatoO consumidor
pernambucano ainda vai esperar um
pouco para sentir o efeito do
reajuste do ICMS e do IPI nos
preços dos carros. As
concessionárias locais estão
com estoque suficiente para as
vendas no mês janeiro e os novos
valores só deverão ser
repassados com chegada da nova
frota. Mesmo assim, os
proprietários garantem que o
aumento não deve pesar no
orçamento de quem estava com
planos de comprar carro novo.
Isso porque as promoções serão
prorrogadas e os juros ficarão
ainda mais baixos do que em
dezembro do ano passado, quando o
varejo voltou a reaquecer as
vendas.
O diretor
comercial da Reasa, Clodoaldo
Oliveira, acredita que a
Secretaria da Fazenda deverá
anular a medida de aumento do
ICMS porque ela acarretaria
prejuízos para o setor e para o
Estado. Já o reajuste de preço
com o aumento do IPI, segundo
ele, não deverá afetar as
vendas. "Para compensar o
aumento, as taxas de juros irão
cair e a fábrica já está
incluindo na linha 99 itens como
kit de primeiros socorros e cinto
de segurança de três pontos,
exigidos pelo novo código de
trânsito", avalia. Para
ele, isso compensa o reajuste do
preço porque o dono do veículo
teria que comprá-los e isso
representaria gastos maiores.
Segundo ele, há ainda alguns
modelos que não sofrerão
reajuste.
A Caxangá
Veículos só repassará o
aumento do IPI com a chegada do
novo estoque. "Isso
dependerá do consumidor. Se o
estoque acabar rápido, o aumento
chegará logo. Mas isso só deve
acontecer em fevereiro", diz
o diretor da concessionária,
Silvio Luggi, que também
acredita na anulação do aumento
do ICMS.
Já o diretor
da Alvesa, Wanderley de Carvalho,
acha que o aumento do IPI deve
afetar o comerciante, que
perderá vendas, e o consumidor,
que não terá condições de
comprar. Ele ainda não recebeu a
tabela com os novos preços da
fábrica, mas adianta que
demorará a repassar o reajuste
para o cliente porque isso só
acontecerá no novo estoque.
"As montadoras estão
abarrotadas de veículos. São
mais de 180 mil. Mesmo com as
boas vendas de dezembro, a
tendência agora é de retração
novamente", acredita
Carvalho.