IMPOSTOS IV
Fenabrave
pede a Fazenda que anule aumento
do ICMSA diretoria da
Federação Nacional das Empresas
Distribuidoras de Veículos
Automotivos (Fenabrave) esteve
reunida, ontem, com o secretário
da Fazenda, Jorge Jatobá,
solicitando a anulação do
aumento da alíquota do Imposto
sobre Circulação de Mercadorias
e Serviços (ICMS). A federação
considera inviável o aumento,
alegando que o setor de veículos
sofrerá prejuízos
incalculáveis.
O temor também
recai sobre o aumento do IPI,
pois caso o governo não revogue
o decreto, aconteceriam duas
alterações nos preços dos
carros comercializados no Estado.
Até o começo da noite de ontem,
a Fenabrave e a Fazenda não
haviam chegado a um acordo. A
reunião deverá continuar hoje
à tarde.
PREJUÍZOS -
O diretor comercial da Reasa,
Clodoaldo Oliveira, diz que o
aumento do ICMS traz prejuízos
também para os cofres do Estado.
Isso porque as pessoas podem
fugir para Estados vizinhos e
comprar veículos a preços mais
baratos. "Prefiro acreditar
no bom senso do governo estadual.
Esse aumento será extinto",
acredita. De acordo com a
Associação Nacional dos
Fabricantes de Veículos
Automotores (Anfavea), o estoque
de automóveis nos pátios da
concessionárias chega a 180 mil
veículos.
O mercado de
veículos voltou a aquecer suas
vendas em dezembro depois de, no
final de novembro, enfrentar a
pior crise dos últimos dois
anos. Isso aconteceu devido à
expetativa quanto ao anúncio do
pacote fiscal do Governo Federal
e à elevação das taxas de
juros. O diretor da Alvesa,
Wanderley de Carvalho, lembra que
foi preciso realizar promoções,
vendendo veículos com a primeira
parcela para fevereiro, além de
reduzir os juros. "Ainda
assim, não vendíamos porque
todos estavam temerosos quanto ao
futuro econômico do País.
Agora, que voltamos vender,
sofremos dois aumentos?",
questiona ele.