PREÇOS AO CONSUMIDOR
Inflação
de 1998 chegou a 2,76% no RecifeEntre as 11 principais
regiões metropolitanas do País
a do Recife registrou o segundo
maior crescimento do Índice de
Preços ao Consumidor Amplo
Especial (IPCA-E) em 1998: 2,76%.
O resultado foi divulgado ontem
pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE).
O Rio de Janeiro, com 3,26%,
ficou com a maior inflação.
Utilizado no cálculo da Ufir, o
IPCA-E mede a variação de
preços com base no consumo
médio de famílias cuja renda
mensal vai de um a 40 salários
mínimos.
A pesquisa do
IBGE, que é o resultado da soma
de estudos que agrupam dados dos
quatro trimestres do ano, apontou
que o IPCA-E brasileiro, nos
últimos três meses de 98,
apresentou uma variação de
0,03%. O resultado fez com que,
no acumulado dos 12 meses, o
índice chegasse apenas a 1,66%,
a menor marca anual já observada
no País.
Os resultados
da Região Metropolitana do
Recife, segundo o gerente
substituto do IBGE, Sérgio
Monteiro Marques, são
decorrentes de aumentos
registrados em itens como
alimentação e bebidas (4,52%).
"Os cereais tiveram seus
preços elevados em 52,51% ao
longo de 98 no Grande Recife. Só
o feijão mulatinho chegou a
73,26%", detalha. No grupo
que engloba itens de
"habitação", ele
destaca o gás de cozinha, cujo
aumento em 98 chegou a 14,30%.
Para Marques,
embora pareçam muito distantes,
os resultados entre as regiões
são muito próximos. "Com a
economia estabilizada, qualquer
variação tende a tornar o
acumulado final muito expressivo.
No entanto, a pesquisa constatou
que as diferenças de preços
entre as cidades é
mínima". No Brasil, a maior
alta ficou com produtos de saúde
e cuidados pessoais (4,43%), com
destaque para itens
farmacêuticos (11,53%).