SEGURANÇA II
A
economia que, agora, pode custar
caroO medo da falência
geral dos sistemas de
informação foi gerado na
década de 70, quando, para
economizar memória estipulou-se
que o ano seria representado por
dois dígitos. Tratava-se,
então, de um bem preciosíssimo
- cada megabayte de memória
custava 10 mil dólares; hoje,
custa poucos centavos.
Acreditava-se que futuramente os
sistemas seriam recodificados e
passariam contar com os quatro
dígitos. Assim, os sistemas
implantados em boa parte dos
computadores passou a não
destinguir o ano 2000 do 1900,
já que só lêem os dois
últimos dígitos (00).
Infelizmente, a falha tornou-se
regra e o impacto do Bug do
Milênio só foi descoberto
alguns anos mais tarde.
Sistemas de
telefonia, financeiros, de
contabilidade, relógios
eletrônicos, computadores
centrais das empresas, cerca de
50% dos softwares de aplicação,
microcomputadores pessoais,
cartões de crédito e até
monitores de marcapasso são
apenas algumas das vítimas que
poderão sofrer a interferência
do Bug (bug significa inseto em
inglês), também conhecido por
Y2K. Mas se o problema é
estender os dois dígitos para
quatro, por que não fazê-lo?
Onde está o
bicho-de-sete-cabeças? A coisa
não é tão simples quanto
parece, requer tempo e
investimento. Um programa
complexo chega a exigir 40 horas
de trabalho de analistas ou
programadores.
A maior parte
dos programas que sofrerão a
interferência do Y2K está
escrita em linguagens de
computador antigas. Fica cada vez
mais difícil encontrar técnicos
que conheçam a linguagem
Assembler, uma das primeiras
lançadas no mercado. Quem está
capacitado, começa a cobrar caro
pelo trabalho. A Confederação
Nacional da Indústria (CNI)
recomenda que as empresas, para
ganhar tempo, estudem a
possibilidade de substituir os
antigos sistemas por novos, ao
invés de contratar pessoal para
corrigir os programas obsoletos.