- -- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -Jornal do Commercio - Recife, 06 de janeiro de 1999

RELAÇÕES
EUA diminue a pressão contra o regime cubano

WASHINGTON - Impedido legalmente de suspender o embargo econômico que os Estados Unidos impuseram contra Cuba 36 anos atrás, mas pressionado por empresários e vozes influentes do establishment para rever a política de isolamento de Havana, que perdeu o sentido com o fim da Guerra Fria, o presidente Bill Clinton tomou ontem um caminho intermediário.

Ele anunciou um plano que prevê um aumento substancial dos contatos entre norte-americanos e cubanos e pode ajudar a pavimentar o caminho para a normalização gradual das relações entre os dois países, se e quando o presidente Fidel Castro permitir o início de um processo de democratização ou depois que o ditador, de 72 anos, sair de cena.

As medidas incluem: - Permissão de envio de até US$ 1,2 mil por ano a famílias cubanas e organizações não-governamentais a todos os cidadãos e residentes nos EUA. Pelas regras atuais, essas transferências estavam restritas a cubano-americanos que têm parentes na ilha; - A venda de comida e de implementos agrícolas para organismos não vinculados ao governo cubano; o restabelecimento do serviço de correio entre os dois países; - Mais vôos charter para Havana. Agora, poderão partir de outras cidades norte-americanas além de Miami. - O aumento dos contatos entre cubanos e norte-americanos - começando por atletas, cientistas e outros grupos de profissionais - e mais facilidades na concessão de vistos para cubanos visitarem os EUA.


 
 

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