RELAÇÕES
EUA
diminue a pressão contra o
regime cubanoWASHINGTON -
Impedido legalmente de suspender
o embargo econômico que os
Estados Unidos impuseram contra
Cuba 36 anos atrás, mas
pressionado por empresários e
vozes influentes do establishment
para rever a política de
isolamento de Havana, que perdeu
o sentido com o fim da Guerra
Fria, o presidente Bill Clinton
tomou ontem um caminho
intermediário.
Ele anunciou um
plano que prevê um aumento
substancial dos contatos entre
norte-americanos e cubanos e pode
ajudar a pavimentar o caminho
para a normalização gradual das
relações entre os dois países,
se e quando o presidente Fidel
Castro permitir o início de um
processo de democratização ou
depois que o ditador, de 72 anos,
sair de cena.
As medidas
incluem: - Permissão de envio de
até US$ 1,2 mil por ano a
famílias cubanas e
organizações
não-governamentais a todos os
cidadãos e residentes nos EUA.
Pelas regras atuais, essas
transferências estavam restritas
a cubano-americanos que têm
parentes na ilha; - A venda de
comida e de implementos
agrícolas para organismos não
vinculados ao governo cubano; o
restabelecimento do serviço de
correio entre os dois países; -
Mais vôos charter para Havana.
Agora, poderão partir de outras
cidades norte-americanas além de
Miami. - O aumento dos contatos
entre cubanos e norte-americanos
- começando por atletas,
cientistas e outros grupos de
profissionais - e mais
facilidades na concessão de
vistos para cubanos visitarem os
EUA.