- -- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -Jornal do Commercio - Recife, 06 de janeiro de 1999

RELAÇÕES II
Intelectuais reafirmam na ilha forte apoio à revolução de Fidel

HAVANA - Um grupo de intelectuais ibero-americanos esquerdistas, entre eles dois prêmios Nobel de Literatura, manifestou durante os últimos dias na ilha um aberto apoio à revolução cubana, o que não se via desde a década de 60.

Mensagens de adesão e de estímulo saíram da Oficina "Cultura e Revolução 40 anos após 1959", à qual assistem a portas fechadas em Havana trinta escritores e artistas ibero-americanos, cujas opiniões são publicadas pela imprensa local.

O último Nobel de Literatura 1998, o português José Saramago, o uruguaio Mario Benedetti e o brasileiro Thiago de Mello, entre outros, deram ontem no encontro seu apoio ao processo cubano. Saramago chegou ao auge inclusive de se proclamar "cubano", ao assinalar que "se pode ser cubano sem ter nascido em Cuba e nesse sentido eu sou cubano".

Benedetti enviou à oficina, que terminou ontem, uma mensagem na qual expressou seu desejo de que a "revolução, que é também nossa, prossiga, apesar dos bloqueios e outras agressões, consolidando-se como a ação e a força antimperialista e esclarecedora deste continente e deste século".

Thiago de Mello, por sua vez, afirmou que a revolução cubana é "o acontecimento mais importante do século".

 
 
 

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