RELAÇÕES
II
Intelectuais
reafirmam na ilha forte apoio à
revolução de FidelHAVANA - Um grupo
de intelectuais ibero-americanos
esquerdistas, entre eles dois
prêmios Nobel de Literatura,
manifestou durante os últimos
dias na ilha um aberto apoio à
revolução cubana, o que não se
via desde a década de 60.
Mensagens de
adesão e de estímulo saíram da
Oficina "Cultura e
Revolução 40 anos após
1959", à qual assistem a
portas fechadas em Havana trinta
escritores e artistas
ibero-americanos, cujas opiniões
são publicadas pela imprensa
local.
O último Nobel
de Literatura 1998, o português
José Saramago, o uruguaio Mario
Benedetti e o brasileiro Thiago
de Mello, entre outros, deram
ontem no encontro seu apoio ao
processo cubano. Saramago chegou
ao auge inclusive de se proclamar
"cubano", ao assinalar
que "se pode ser cubano sem
ter nascido em Cuba e nesse
sentido eu sou cubano".
Benedetti
enviou à oficina, que terminou
ontem, uma mensagem na qual
expressou seu desejo de que a
"revolução, que é também
nossa, prossiga, apesar dos
bloqueios e outras agressões,
consolidando-se como a ação e a
força antimperialista e
esclarecedora deste continente e
deste século".
Thiago de
Mello, por sua vez, afirmou que a
revolução cubana é "o
acontecimento mais importante do
século".