GOVERNO
Jarbas
encerra polêmica da PMA posse do novo
comandante-geral da Polícia
Militar, coronel Roberto
Carvalho, na segunda-feira (5) à
noite, no Quartel do Dérby,
serviu para o governador Jarbas
Vasconcelos (PMDB) passar mais
uma vez o recado que não vai
permitir "a insubordinação
e o desrespeito à hierarquia
militar".
Com um discurso
curto, Jarbas Vasconcelos
aproveitou a tradicional
solenidade de transferência do
comando da Polícia Militar -
deixado pelo coronel Gustavo
Monteiro - para, indiretamente,
deixar claro que, pelo Governo, o
assunto das promoções dos
oficiais da Corporação está
encerrado. Nenhum oficial
presente quis comentar o decreto
baixado por Jarbas, revogando a
decisão do ex-governador Miguel
Arraes (PSB) de diminuir o tempo
de serviço para promoção de 72
oficiais da PM.
Em seu
pronunciamento, o governador
afirmou que a Polícia Militar
terá um papel fundamental
"no processo de resgate da
auto-estima do povo pernambucano
e da própria Polícia
Militar". Jarbas garantiu
que vai ajudar a nova Secretaria
de Defesa Social a alcançar o
objetivo de reduzir os índices
de violência no Estado e
possibilitar a segurança do
cidadão pernambucano, ações
que reconheceu serem difíceis de
conseguir, em pouco tempo, mas
assumiu como o primeiro grande
desafio do seu Governo.
O peemedebista
destacou, ainda, a necessidade de
o Executivo estadual "dar o
exemplo de honradez e compromisso
com a lealdade e a ética, para
cobrar a mesma postura dos
policiais civis e militares"
que trabalharem sob o comando do
secretário da Defesa Social, o
general do Exército Adalberto
Bueno.
Também na
segunda-feira, à tarde, o
governador participou do ato de
posse do novo diretor-geral de
Polícia Civil, delegado Manoel
Carneiro. Na ocasião, Jarbas
Vasconcelos alegou que não vai
permitir ingerência política na
segurança do Estado. Segundo
ele, está encerrado o ciclo de
interferência de grupos
políticos na escolha dos
comandantes do aparelho policial.
"Como
cidadão, respeito, de forma
democrática, o partidarismo que
possa existir entre delegados,
mas não darei guarida a quem
quiser colocar a política
partidária à frente da
instituição policial",
disse.