- - -- - - - - - - -- - - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 06 de janeiro de 1999

GOVERNO
Jarbas encerra polêmica da PM

A posse do novo comandante-geral da Polícia Militar, coronel Roberto Carvalho, na segunda-feira (5) à noite, no Quartel do Dérby, serviu para o governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) passar mais uma vez o recado que não vai permitir "a insubordinação e o desrespeito à hierarquia militar".

Com um discurso curto, Jarbas Vasconcelos aproveitou a tradicional solenidade de transferência do comando da Polícia Militar - deixado pelo coronel Gustavo Monteiro - para, indiretamente, deixar claro que, pelo Governo, o assunto das promoções dos oficiais da Corporação está encerrado. Nenhum oficial presente quis comentar o decreto baixado por Jarbas, revogando a decisão do ex-governador Miguel Arraes (PSB) de diminuir o tempo de serviço para promoção de 72 oficiais da PM.

Em seu pronunciamento, o governador afirmou que a Polícia Militar terá um papel fundamental "no processo de resgate da auto-estima do povo pernambucano e da própria Polícia Militar". Jarbas garantiu que vai ajudar a nova Secretaria de Defesa Social a alcançar o objetivo de reduzir os índices de violência no Estado e possibilitar a segurança do cidadão pernambucano, ações que reconheceu serem difíceis de conseguir, em pouco tempo, mas assumiu como o primeiro grande desafio do seu Governo.

O peemedebista destacou, ainda, a necessidade de o Executivo estadual "dar o exemplo de honradez e compromisso com a lealdade e a ética, para cobrar a mesma postura dos policiais civis e militares" que trabalharem sob o comando do secretário da Defesa Social, o general do Exército Adalberto Bueno.

Também na segunda-feira, à tarde, o governador participou do ato de posse do novo diretor-geral de Polícia Civil, delegado Manoel Carneiro. Na ocasião, Jarbas Vasconcelos alegou que não vai permitir ingerência política na segurança do Estado. Segundo ele, está encerrado o ciclo de interferência de grupos políticos na escolha dos comandantes do aparelho policial.

"Como cidadão, respeito, de forma democrática, o partidarismo que possa existir entre delegados, mas não darei guarida a quem quiser colocar a política partidária à frente da instituição policial", disse.


     

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