GOVERNO VI
Maioria
da bancada recebe bem as medidas,
mas cobra discussãoBRASÍLIA - O
pacote anunciado pelo governador
Jarbas Vasconcelos para sanear as
contas públicas do Estado, de um
modo geral, foi bem recebido
pelos parlamentares pernambucanos
no Congresso. Até quem critica o
foco principal das ações, assim
como faz o deputado Fernando
Ferro (PT), não deixa de
reconhecer a importância de se
fazer cortes nos cargos de
confiança e enxugar a máquina.
Já o senador aliado Joel de
Hollanda (PFL) só tem elogios.
"São medidas necessárias e
oportunas e tenho certeza que a
Assembléia vai apoiá-las",
avalia.
Para Ferro
ainda será necessário
desembrulhar completamente o
pacote anunciado para ter certeza
que as medidas não atingem
desfavoravelmente o funcionalismo
público. Antes de uma análise
mais detalhada, porém, ele
antecipa críticas: "As
ações anunciadas não atingem o
principal problema de Pernambuco,
que é a questão financeira.
São os juros pagos pela dívida
que estão levando o Estado à
uma situação de
falência". O que o Jarbas
deveria fazer, segundo Ferro, era
repetir o gesto do governador
Itamar Franco (PMDB-MG), que
suspendeu o pagamento e exige que
o Governo Federal renegocie o
acordo da dívida firmado na
administração anterior.
"Não
adianta bravatas como a de
Itamar", declara, por sua
vez, Salatiel Carvalho (PPB),
reforçando a defesa que ele faz
do conjunto de medidas anunciadas
pelo governador. "Jarbas
está dando uma demonstração de
coragem e isto é muito
importante neste momento",
diz. Para Salatiel Carvalho, ao
optar pelo corte de despesas e
não pelo aumento de receita
através de impostos, Jarbas fez
a escolha mais eficaz e salutar.
Sérgio Guerra
(PSB) acha que os objetivos das
medidas são razoáveis. Ele, no
entanto, mantém-se reticente.
"Não está explicitada a
forma de sua realização".
De todo modo, Guerra acredita que
tais medidas tinham que ser
tomadas. "Agora, o que
defendo mesmo é que se instale
no Estado um clima propício à
discussão", conclama.