ESTADOS II
ACM
insiste no cumprimento dos
contratos assinados com EstadosBRASÍLIA - O
presidente do Senado, Antônio
Carlos Magalhães (PFL-BA),
voltou a defender ontem o
cumprimento dos contratos de
renegociação das dívidas dos
Estados, firmados com o Governo
Federal. "Há um contrato
que está vigorando e ele deve
ser cumprido", insistiu o
senador, referindo-se à
disposição do governador
mineiro Itamar Franco de
suspender o pagamento enquanto
renegocia a dívida.
Embora esteja
afinado com o Governo na
manutenção dos contratos
atuais, o senador Antônio Carlos
Magalhães reafirmou que o Senado
não vai diferenciar Estados em
caso de renegociação da dívida
e tomará procedimentos iguais
para todos. "Em tese, os
contratos não devem ser
revistos, mas na medida que a
renegociação for revista, tem
de ser para todo o País, não
apenas para os maus
pagadores", ressaltou.
Mas o movimento
no Congresso em favor dos
governadores tende a crescer
dentro das bancadas estaduais.
"Com certeza, o Governo
terá de renegociar essas
dívidas, porque os Estados
estão quebrados, não têm
dinheiro para pagar pessoa e
arcar com seus compromissos; a
renegociação passou a ser uma
necessidade", defendeu o
senador Gilvam Borges (PMDB-AP),
cujo Estado não sofre pressão
da dívida pública. "O
Governo terá de analisar cada
caso, porque esta é uma questão
muito delicada e claramente
política", disse o deputado
Delfim Netto (PPB-SP).
O parlamentar
salientou que os governadores
vivem hoje uma situação
dramática, com pagamentos de
total prioridade, mas assinaram
um contrato com regras definidas.
"Alterar isso é doloroso,
como também é doloroso não
pagar o funcionalismo, policiais,
fechar escolas", comparou
Delfim.
"Por
enquanto, nós não vamos
reivindicar a renegociação, mas
é claro que somos favoráveis a
qualquer nova discussão que nos
beneficie e achamos muito bom o
reexame do assunto", admitiu
o governador Albano Franco
(PSDB-SE), aliado de FHC.
"Não pretendemos pedir a
renegociação da dívida, mas
entendemos que seria muito
importante para os Estados uma
repactuação dessa
dívida", comentou o
governador do Paraná, Jaime
Lerner (PFL), outro aliado.