GOVERNO FEDERAL
Pefelistas
reagem ao veto de Malan a
CarazzaiAgência Globo
BRASÍLIA -
Maior partido da aliança que
sustenta o Governo, o PFL passou
a integrar desde ontem o coro dos
insatisfeitos com a montagem do
segundo escalão. Dono da maior
bancada na Câmara, o partido
está prestes a se rebelar devido
às restrições da equipe
econômica a Emílio Carazzai,
indicado pelo vice-presidente
Marco Maciel para a presidência
da Caixa Econômica Federal
(CEF). Segundo os pefelistas,
até o ministro da Fazenda, Pedro
Malan, rejeitou o nome de
Carazzai, sob a alegação de que
não serão admitidas
indicações políticas para a
equipe econômica. Malan quer
manter no cargo o atual
presidente, Sérgio Cutolo.
Antes dividido
em disputas internas, o PFL se
uniu e o presidente do Senado,
Antônio Carlos Magalhães (BA),
assumiu as negociações em
defesa da indicação de Marco
Maciel. Ontem, porém, um ilustre
representante da equipe
econômica dava como consumado o
veto a Carazzai.
O veto provocou
reação no PFL. Representante da
ala pernambucana do PFL, o líder
na Câmara, Inocêncio Oliveira,
não escondia a irritação.
"Se houver um veto, o PFL
vem inteiro em defesa do
companheiro", disse o
deputado Paulo Bornhausen (SC).
Presidente nacional do PFL, o
senador Jorge Bornhausen (SC)
disse que só comentaria o veto
depois de superado o impasse. Mas
cobrou que o Governo cumpra sua
palavra.