- - -- - - - - - - -- - - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 06 de janeiro de 1999

GOVERNO FEDERAL
Pefelistas reagem ao veto de Malan a Carazzai

Agência Globo

BRASÍLIA - Maior partido da aliança que sustenta o Governo, o PFL passou a integrar desde ontem o coro dos insatisfeitos com a montagem do segundo escalão. Dono da maior bancada na Câmara, o partido está prestes a se rebelar devido às restrições da equipe econômica a Emílio Carazzai, indicado pelo vice-presidente Marco Maciel para a presidência da Caixa Econômica Federal (CEF). Segundo os pefelistas, até o ministro da Fazenda, Pedro Malan, rejeitou o nome de Carazzai, sob a alegação de que não serão admitidas indicações políticas para a equipe econômica. Malan quer manter no cargo o atual presidente, Sérgio Cutolo.

Antes dividido em disputas internas, o PFL se uniu e o presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (BA), assumiu as negociações em defesa da indicação de Marco Maciel. Ontem, porém, um ilustre representante da equipe econômica dava como consumado o veto a Carazzai.

O veto provocou reação no PFL. Representante da ala pernambucana do PFL, o líder na Câmara, Inocêncio Oliveira, não escondia a irritação. "Se houver um veto, o PFL vem inteiro em defesa do companheiro", disse o deputado Paulo Bornhausen (SC). Presidente nacional do PFL, o senador Jorge Bornhausen (SC) disse que só comentaria o veto depois de superado o impasse. Mas cobrou que o Governo cumpra sua palavra.


     

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