CONGRESSO
Cai
liminar que impedia o pagamento
dos jetonsBRASÍLIA - A
Justiça Federal cassou ontem a
liminar que impedia o pagamento
de dois salários extras (R$ 16
mil) como ajuda de custo aos
parlamentares que participam da
convocação extraordinária do
Congresso desde segunda-feira. A
decisão provisória, de 30 de
outubro passado, era do juiz
federal do Rio Eugênio Rosa
Araújo. Sua decisão foi
contestada pela União no Supremo
Tribunal Federal (STF), que
manteve a liminar em dezembro.
Às 18h20 de ontem, a
Advocacia-Geral da União (AGU)
havia protocolado um recurso
(agravo regimental) ao próprio
Tribunal Federal Regional (TRF)
do Rio. O presidente interino do
TRF-RJ, Alberto Nogueira, atendeu
ao pedido.
No seu
despacho, Nogueira disse que
suspendia a liminar, "apesar
de bem fundamentada", por
considerar mais importante o fato
de não estar havendo quórum
para o funcionamento do
Congresso. Às 18h de ontem,
havia quórum - 336 deputados
haviam registrado presença no
painel eletrônico. No Senado, 62
senadores registraram presença.
O presidente do
Senado, Antônio Carlos
Magalhães (PFL-BA), informou que
irá mandar pagar hoje a primeira
parcela da ajuda aos senadores.
Antes da queda da liminar, a
Câmara reagiu à decisão
judicial. Está em curso uma
emenda constitucional para
impedir que ações populares
contra decisões do Congresso
sejam julgadas por juízes de
primeira instância. O presidente
da Câmara, Michel Temer
(PMDB-SP), temia um boicote à
convocação extraordinária.
Deputados e senadores têm
direito a duas ajudas de custo no
valor do salário, R$ 8.000,
além dos vencimentos do mês de
janeiro.