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SUSPEIÇÃO II Conselho acha que mutirão de Serra é ruim Brasília - O Conselho Federal de Medicina (CFM) quer convencer o ministro da Saúde, José Serra, a não levar adiante o projeto de mutirões de cirurgias. "É um retrocesso", criticou hoje o presidente do CFM, Waldir Mesquita. "São ações pirotécnicas, que até podem dar visibilidade ao ministro, mas não resolvem coisa nenhuma", disse ele. Depois do recente mutirão da catarata, o Ministério da Saúde planeja, agora, promover operações de hérnia e varizes. O CFM, segundo Mesquita, defende o direito do cidadão de ser operado sempre e quando for necessário. "Mutirões não podem substituir a obrigação do Estado de garantir acesso a esses serviços, sempre", afirmou. Para ele, em situações normais o paciente pode esperar muito para conseguir fazer a cirurgia. "O governo está agindo como se tampasse buracos nas estradas". O secretário de Assistência à Saúde do Ministério da Saúde, Renilson Rehem, disse que os mutirões são para atender a uma demanda reprimida e evitar filas. "O mutirão é emergencial", explicou, dizendo que o governo, a médio prazo, quer solucionar o problema. Mesquita tentará, hoje, marcar audiência com o ministro José Serra para discutir o que considera o principal problema do setor: a falta de dinheiro para garantir "atendimento digno" e continuado aos clientes do Sistema Único de Saúde (SUS). "Queremos ser parceiros na defesa de recursos para a saúde", afirmou. Segundo ele, é o momento de o governo reiniciar a discussão sobre a emenda constitucional que vincula recursos federais, estaduais e municipais para a saúde. |
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