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PIAUI PF admite não controlar a prostituição infantil BRASÍLIA - O superintendente da Polícia Federal no Piauí, delegado Robert Rios Magalhães, disse ontem que o crime organizado e a prostituição infantil estão "fora de controle" no Estado. Magalhães prestou depoimento ontem ao Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Humana (CNDPH) e deixou preocupadas algumas autoridades do Ministério da Justiça. O secretário Nacional dos Direitos Humanos, José Gregori, disse que a situação do Piauí é de "inteiro desamparo" aos direitos humanos. Em seu depoimento, Magalhães informou ao CNDPH que o Estado não dispõe de estrutura policial para combater o crime organizado. O superintendente lembrou de recente assalto à agência do Banco do Brasil na cidade de Corrente. Os assaltantes levaram todo o dinheiro e em seguida renderam todos os policiais do quartel da Polícia Militar na cidade para roubar armas. O superintendente acredita que mais de 30 policiais civis e militares estejam envolvidos com o crime organizado no Estado. Magalhães afirmou que o maior problema é a falta de estrutura das polícias civil e militar para combater o crime. Dos 57 delegados de polícia do Estado, segundo Magalhães, apenas nove são bacharéis. "O restante é tudo analfabeto", disse. O superintendente afirmou que as polícias não dispõem de recursos humanos e armamentos adequados para coibir o crime organizado e a Polícia Federal é chamada para intervir em operações nem sempre de sua competência constitucional. Algumas operações são de combate à prostituição infantil. O superintendente afirmou que garotas a partir de 9 anos se prostituem em várias localidades do Piauí. |
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