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TENDÊNCIAS
Deu o maior BRANCO no Morumbi Fashion

por DIANA MOURA BARBOSA
ENVIADA ESPECIAL


SÃO PAULO
- Em dois dias de evento, o sétimo Morumbi Fashion Brasil consagra o branco como a cor absoluta do próximo verão. Outras tendências também já começam a se configurar, como a cintura baixa, os quadris marcados por largas faixas de tecido e as saias frouxas, com modelagem godê, evasê, cheias de pregas ou franzidas.

A moda conceitual de Fause Haten abriu o segundo dia de desfiles, no qual se apresentaram cinco grifes. O estilista está na linha dos que apostam no desenvolvimento para criar novas texturas e volumes para as roupas. Por seu experimentalismo, foi convidado para lançar sua coleção nos Estados Unidos, nas lojas Giorgio Beverly Hills. Um luxo. Seu desfile é apontado como o melhor do evento até agora.

Com um estilo exatamente oposto, a Patachou foi a segunda grife a ir para passarela. A estilista Terezinha Santos investe no que a marca faz mais qualidade: roupas bonitas, femininas e usáveis. Ela se baseou nas descrições feitas pelos viajantes europeus sobre o Brasil recém-descoberto. Por isso fez um desfile alegre e permeado por cores tropicais. O tricô, que é o carro-chefe da Patachou aparece com a trama inspirada nas cestarias dos índios brasileiros.

A Iódice fez uma coleção mais arrojada. Explorou o tema da sedução e o aplicou em decotes amplos que deixa as costas completamente nuas. Além do branco, o vermelho tomou conta da passarela. Modelagens largas, saias e bermudas logo abaixo do joelho e faixas nos quadris também fazem parte das tendências propostas por Waldemar Iódice.

INOCÊNCIA - O desfile mais alegre da noite, ao som de Perla e Abba (juro!) foi mostrado por Renato Loureiro. O branco e o azul marinho - lisos ou combinados em listras - são as cores que marcam a coleção. Nos detalhes, toques cintilantes de verde, dourado, cor-de-rosa choque, vermelho e azul royal. A modelagem é larga, com saias godês em três camadas muito franzido e babados.

Aliás, a moda do próximo verão é cheia de lacinhos e firulas, e nervuras, o que provoca uma sensualidade inocente - essa é a tônica da temporada. No ar, um certo futurismo inspirado nos filmes de ficção científica da década de 70. Ao mesmo tempo, Loureiro não deixou de fazer peças mais certinhas e outras modernosas (desconstruídas) para atender a todo o seu público.

Último desfile da segunda-feira, a Zoomp abriu mão da inocência e apostou na vulgaridade. Explorou transparências - todas as que você puder imaginar - e investiu em rendas pretas, tules bordados e muitos peitos à mostra. Decotes, fendas, roupas justíssimas e jeans desfiados ou rasgados estão no cardápio da grife.

Pena que a Zoomp tenha feito isso sem trazer nada de novo. As roupas mostradas pela marca são batidas e repetidas. O deslize nº 1 são as estampas de oncinhas, que ninguém compra mais como novidade. O melhor da Zoomp foi a estampa de zebra feita com desenhos de silicone sobre tecidos transparente, as calças frouxas e a calça reta com um fio de renda atrás imitando as meias de seda com costuras.

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Jornal do Commercio
Recife - 07.07.99
Quarta-feira