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DENÚNCIA III Professora deixou de andar e falar há dois anos Dez de julho de 1997 é uma data que Bianor Soares dos Santos prefere não lembrar. Nesse dia, sua filha única, a professora Fábia Sekete Soares, 38 anos, entrou entrou na sala de cirurgia da Maternidade Santa Lúcia para a retirada de um mioma. Segundo ele, Fábia sofreu um choque anafilático, tendo, em seguida, paradas cardíaca e respiratória. "Como não havia UTI, ela não recebeu, de imediato, o atendimento adequado, só realizado no Hospital São Lucas para onde foi transferida". Fábia vive deitada em uma cama, não anda nem fala. Ela só voltou a respirar sem a ajuda de aparelhos há pouco mais de um ano. "Fábia teve uma pequena evolução. Já movimenta os braços, pisca os olhos e tem reações ao ser picada com uma agulha ou tocada por uma pedra de gelo". De acordo com Santos, antes, ela não apresentava nenhuma sensibilidade no corpo. Os pais de Fábia montaram uma estrutura hospitalar no quarto da filha para que ela tivesse o atendimento necessário depois que saiu do hospital, seis meses após a cirurgia. Durante a semana, ela passa por tratamento fisioterápico e neurológico, além de ser acompanhada por um clínico-geral. DEMORA - A equipe que fez a cirurgia foi denunciada, na época, ao Cremepe. Santos critica a lentidão do órgão. "Acho que a gente precisa cobrar mais para que eles apresentem uma resolução". O conselho informou que o processo ainda está na fase de sindicância. |
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