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FARMÁCIA Revista identifica remédio pela substância e alerta sobre preço Enquanto a lei que obriga os laboratórios a destacar o princípio ativo dos medicamentos espera regulamentação, os consumidores, médicos e farmacêuticos já podem ir se preparando para o uso dos nomes genéricos. O Instituto Brasileiro de Defesa do Usuário de Medicamentos (Idum) e o Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal dão uma mãozinha, lançando, às 10h de hoje, no Centro de Ciências da Saúde da UFPE, a Revista-Dicionário de Medicamentos Genéricos. Além de identificar os remédios pelas substâncias que os compõem, o periódico aponta as disparidades de preço - um dos problemas que a nova legislação promete atacar. Na lista comparativa oferecida pela revista, as variações são imensas. Um determinado medicamento para tratamento hormonal - a levoteroxina - chega a apresentar uma diferença de 633,92% no preço. Remédios popularmente usados, como os antitérmicos e analgésicos, também têm valores bastante distintos, dependendo do laboratório. A diferença varia de 32% a 127%. "O lançamento da revista é um primeiro passo para a adoção de uma política de medicamentos a preços baixos, podendo representar uma redução de custo de até 80%", diz Antônio Barbosa, presidente do Instituto Brasileiro de Defesa do Usuário de Medicamentos. A publicação pode ser adquirida gratuitamente. Para isso, basta fazer o pedido através do 0800 61 1314. O evento é parte de uma Campanha Nacional pelo Uso Racional de Medicamentos Genéricos, que a entidade está lançando com apoio de Conselhos Regionais de Farmácia e Procons. O dicionário foi elaborado pelo professor Antônio Carlos Zanini, coordenador do sistema de informações sobre medicamentos do Hospital das Clínicas de São Paulo. Barbosa acredita que a compra de medicamentos pelo nome genérico vai diminuir o poder da propaganda das grandes multinacionais. Segundo ele, elas são responsáveis por 75% dos remédios produzidos no país e detentoras de um faturamento crescente. Países europeus, EUA e o Canadá já adotam a exigência do nome genérico há mais tempo, dando aos profissionais de saúde e ao paciente o direito de se informar melhor sobre os remédios. |
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