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PESQUISA Criação de cochonilha é alternativa no Sertão A Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária (IPA) deve investir, pelo menos mais um ano, em estudos detalhados sobre a introdução no estado da cochonilha-de-carmim, inseto que se alimenta da palma forrageira e produz um corante vermelho utilizado por indústrias alimentícias. A idéia é da especialista em cochonilhas Rosmarina Marim, da Universidade Agrária La Molina, no Peru. A pesquisadora esteve, segunda-feira (5), no município de São Bento do Una, no Agreste, para avaliar as plantações de palma. Hoje, às 9h, Rosmarina participa de uma mesa-redonda só para técnicos, na sede do IPA, no Bongi. Às 14h30, faz uma palestra sobre o assunto, aberta ao público. De acordo com Rosmarina, Pernambuco possui temperatura e umidade favoráveis à criação do inseto. "Essas condições climáticas são muito semelhantes às do Peru", observa. Atualmente, o Peru é o maior exportador de cochonilha seca e ácido carmínico (o princípio ativo do corante) de todo o mundo. O produto é muito requisitado por japoneses e europeus, que utilizam o corante em bebidas alcoólicas, cosméticos e alimentos. O biólogo Geraldo Arruda, do IPA, acredita que a criação de cochonilhas é uma alternativa econômica para população do Semi-árido pernambucano. "Ninguém será obrigado a vender o inseto a preço baixo pois o produto não é perecível", afirma. Hoje, um quilo do inseto seco é comercializado por US$ 24,00. O IPA pretende importar o inseto de países como Peru e México, mas ainda não tem previsão de quando. "Estamos à espera de autorização do Ministério da Agricultura para começar as importações", disse. |
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