![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
EMPREGO Regra do Protrabalho só será anunciada na segunda-feira O anúncio do novo aporte de recursos de R$ 1 bilhão para o Programa de Promoção do Emprego e Melhora da Qualidade de Vida do Trabalhador (Protrabalho 2) animou os micro e pequenos investidores interessados em montar ou dar um fôlego ao seu negócio. O anúncio foi feito anteontem pelo ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, em visita ao Recife. Só na manhã de ontem, os funcionários de uma agência do Banco do Nordeste (BN) receberam mais de dez ligações de pessoas interessadas no programa, mas foram informadas de que deveriam esperar até segunda-feira, quando as regras para o empréstimo serão normatizadas. Mesmo assim, num primeiro momento, o Protrabalho só beneficiará as indústrias e os produtores rurais. O banco está negociando a extensão do empréstimo aos setores de comércio e serviço. Até lá, os interessados devem reunir os documentos para cumprir as exigências do BN (veja alguns deles no quadro). "O primeiro passo é já ter alguma idéia do projeto e o montante necessário para tocá-lo", ensina o gerente de negócios do BN, Humberto Diniz. Ele destaca que o valor do empréstimo depende do faturamento da empresa. "Nenhuma das parcelas deve superar 60% do faturamento", diz. Uma das maiores vantagens do Protrabalho é a taxa de juros, que também é escalonada de acordo com o porte da empresa ou produtor rural. O cliente tem 12 anos para saldar o empréstimo, incluindo os dois primeiros anos de carência. Para as microempresas (que apresentam faturamento anual de até 200 mil) e as pequenas (com faturamento entre R$ 200 mil a R$ 560 mil), os juros cobrados são a taxa de juros a longo prazo (TJPL) - que hoje está em 14,05% - mais 4%, ou 3,5% no caso dos micro e pequenos produtores rurais. Essas taxas de juros, embora consideradas altas, animam os empresários Máximo Correa e Alberto Cascão. Eles possuem uma revendedora de grãos e procuraram o BN ontem para obter um financiamento e adquirir cinco máquinas de empacotamento. "Hoje, pagamos uma média de 5% do valor de cada quilo de grão para uma empacotadora terceirizada", diz Correa. Segundo Cascão, pelo menos 10 empregos seriam criados com a aquisição das máquinas, que custam cerca de R$ 29 mil cada. "Não temos dinheiro para comprá-las e, embora essas taxas sejam altas, estão bem abaixo do mercado", garante Cascão. |
|