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ÁSIA Muçulmanos se recusam a deixar a Caxemira NOVA DÉLHI - Os grupos guerrilheiros muçulmanos que lutam contra soldados indianos na Caxemira anunciaram ontem que preferem morrer a deixar as posições conquistadas na disputada região himalaia. O Conselho Unido da Jihad, uma aliança de 14 grupos separatistas, manteve ontem uma reunião de emergência para discutir o acordo acertado domingo entre o primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz Sharif, e o presidente norte-americano Bill Clinton, em Washington. Segundo o acordo, o líder paquistanês concordava em "dar passos concretos" para que a linha de controle militar, que desde 1972 divide a Caxemira entre a Índia e o Paquistão, fosse restaurada. Hafiz Mohammad Saeed, líder do Lashkar-i-Taiba, o maior dos grupos guerrilheiros muçulmanos da Caxemira, disse ontem que seus militantes tomarão outras áreas em vez de deixar os picos estratégicos, como o Paquistão tem intenção de pedir. Segundo Saeed, o Lashkar e outros grupos que há dois meses enfrentam as ofensivas aéreas e terrestres da Índia no norte da Caxemira desconsideram o acordo entre Sharif e Clinton. Os grupos separatistas também condenaram o envolvimento dos Estados Unidos no conflito sobre a Caxemira, acusando-os de tentar impor sua vontade. De acordo com o grupo muçulmano Hizbul Muhajedine, que luta pela independência da Caxemira ou sua união ao Paquistão, é impossível para seus militantes obedecer ao pedido dos EUA de retirada. "Nenhum país tem o direito de sugerir a retirada dos muhajedines (guerreiros sagrados), que lançaram uma luta armada contra as forças indianas para libertar a Caxemira", indicou o Hizbul em um comunicado. A população da Caxemira, majoritariamente muçulmana, rejeita o controle do Governo hindu sobre dois terços do território. |
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