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"A ação da Sudene é uma corrida para fundista e não para velocista" ALOÍSIO SOTERO No jogo do bicho é mais fácil No país que elegeu a dezena como o principal ícone da melhoria rápida de vida é natural que tenha se optado por um sistema baseado em dois algarismos para encaminhar a conversa nossa de cada dia via telefone interurbano. O problema não são as dezenas, afinal elas estão bem arraigadas em nossa cultura. O problema é que há número demais, software de menos e sobrou confusão na comunicação. Talvez o correto seria criar uma sistema de comunicação baseado no velho jogo do bicho. Por exemplo, o número da Embratel, 21, deveria ser associado à cabra. Assim o da Telemar 31 bem que poderia ser vinculado ao camelo. Claro que não teria o charme da Ana Arosio, mas não seria mais fácil dizer ao freguês, põe o zero, cabra na frente e o resto é como antes. Poderia não ter a figura do Márcio Garcia, mas e se ele dissesse "põe o zero, depois o camelo e o resto continua tudo como antes?" É bem verdade que dezena de jogo do bicho para operadora é o que não falta. Nesta complicada relação da Anatel tem de tudo. Em São Paulo você escolhe o bicho. Além da cabra da Embratel, você tem o bicho que quiser. O burro no 12 e a borboleta tanto no 15 como no 16. No Paraná quem fizesse um interurbano poderia cravar no cavalo (43) e no Rio Grande do Sul apostaria no galo (51), Chê. Número é o que não falta. Zoologia à parte, o fato é que o país está há três dias perdendo muito dinheiro e não é por conta da incapacidade do brasileiro ligar, como disseram os dirigentes das companhias. O sistema é que não agüentou. Travou no processamento das informações e todo mundo está perdendo tempo, negócios e dinheiro. Agora o que não dá para agüentar é a Anatel e o Ministério da Justiça vir a público e dizer que vão multar as operadores e quem se sentir lesado, que procure o Procon ou a Justiça. Que bicho a gente joga num casos desses, hein? Modelo O modelo de financiamento do Programa de Arrendamento Residencial, da Caixa Econômica, que tem recursos de R$ 3 bilhões para financiar 200 mil habitações, pode virar um programa definitivo para financiamento de construção de habitações de baixa renda nos estados. A fórmula de alocação de dois terços do recursos do FGTS mais um terço de dotações orçamentárias e que permite o arrendamento de imóveis com correção anual com base num índice livre da TR já interessa aos governos do São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Eles estão propondo à Caixa Econômica a criação de outros fundos geridos pelos estados. Viana Galvão A Viana Galvão Construções Ltda, liderada pelo empresário José Mario Galvão, está lançando seus dois primeiros projetos, definindo como marca o nome "Anas". Os edifícios Ana Alice e Ana Beatriz, na Rua Ana Camelo da Silva, com pavimentos de seis apartamentos por andar e aproximadamente 50m2 de área útil, piscina, central de gás e salão de festas, foram projetados por Cândida Glasner. Debêntures A Sudene começa a trabalhar no projeto de aprimoramento do Finor: vai definir as datas para realização de leilões de debêntures que lhe permitirão aproximar ainda mais o mercado de capitais do Sistema Finor. A sua dúvida é saber se a proposta é mesmo viável. A Sudene vai ouvir representantes das bolsas regionais da Bahia, Ceará, Minas Gerais e Pernambuco para saber o que pensam disso. Reunião técnica da Sudene Haverá reunião do Conselho Deliberativo da Sudene este mês, com um detalhe: vai tratar apenas de assuntos técnicos. Ontem, mais dois projetos foram apresentados, um deles da ampliação da Fiabesa, em Jaboatão dos Guararapes, com investimentos de R$ 33,5 milhões. Prometrópole O Governo do Estado começou a primeira grande rodada de negociação com o Banco Mundial, em Washington, do Projeto Prometrópole, que vai financiar o programa de infra-estrutura em áreas de baixa renda de municípios da Região Metropolitana do Recife. Despachou para lá uma missão composta por gente da Fidem, Compesa, Seplan, prefeituras de Olinda e Recife e da consultoria GTZ. O programa está orçado em US$ 200 milhões, a partir do próximo ano. Belco No meio da fusão da Brahma com Antarctica, a cervejaria Belco começou esta semana a construção da sua nova fábrica no município do Cabo, ao lado da fábrica de high maltose, da Refinações de Milho Brasil (Corn Products). A nova cervejaria, que receberá água bruta do Rio Pirapama, deve funcionar no começo do ano que vem. A propósito, sobre a fusão, tem gente no mercado achando que após concluída, a AmBev não levará tempo para ser "internacionalizada". Circula no mercado publicitário uma parábola muito interessante sobre a fusão da Brahma com a Antarctica. Segundo a parábola a fusão é a junção da galinha com o porco para a formação do croquete. A galinha entra com os ovos e, portanto, continua viva. O porco com o bacon, que para ser retirado... O jornalista Aldo Paes Barreto é o novo coordenador de Comunicação Social da Fiepe. Tomou posse ontem, em substituição a Fernando Luiz da Câmara Cascudo, que vai dirigir a recém-criada Coordenadoria de Eventos. Abre hoje no Shopping Center Recife a nova loja do Atacadão de Papelaria, com 500m2, já dentro do novo perfil da rede que vai atuar além do mercado de material escolar, no setor de material de escritório. |
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