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JC NEGÓCIOS
Fernando Castilho

"A ação da Sudene é uma corrida para fundista e não para velocista"

ALOÍSIO SOTERO
Superintendente da Sudene

No jogo do bicho é mais fácil

No país que elegeu a dezena como o principal ícone da melhoria rápida de vida é natural que tenha se optado por um sistema baseado em dois algarismos para encaminhar a conversa nossa de cada dia via telefone interurbano.

O problema não são as dezenas, afinal elas estão bem arraigadas em nossa cultura. O problema é que há número demais, software de menos e sobrou confusão na comunicação. Talvez o correto seria criar uma sistema de comunicação baseado no velho jogo do bicho. Por exemplo, o número da Embratel, 21, deveria ser associado à cabra. Assim o da Telemar 31 bem que poderia ser vinculado ao camelo.

Claro que não teria o charme da Ana Arosio, mas não seria mais fácil dizer ao freguês, põe o zero, cabra na frente e o resto é como antes. Poderia não ter a figura do Márcio Garcia, mas e se ele dissesse "põe o zero, depois o camelo e o resto continua tudo como antes?"

É bem verdade que dezena de jogo do bicho para operadora é o que não falta. Nesta complicada relação da Anatel tem de tudo. Em São Paulo você escolhe o bicho. Além da cabra da Embratel, você tem o bicho que quiser. O burro no 12 e a borboleta tanto no 15 como no 16. No Paraná quem fizesse um interurbano poderia cravar no cavalo (43) e no Rio Grande do Sul apostaria no galo (51), Chê. Número é o que não falta.

Zoologia à parte, o fato é que o país está há três dias perdendo muito dinheiro e não é por conta da incapacidade do brasileiro ligar, como disseram os dirigentes das companhias. O sistema é que não agüentou. Travou no processamento das informações e todo mundo está perdendo tempo, negócios e dinheiro. Agora o que não dá para agüentar é a Anatel e o Ministério da Justiça vir a público e dizer que vão multar as operadores e quem se sentir lesado, que procure o Procon ou a Justiça. Que bicho a gente joga num casos desses, hein?

Modelo

O modelo de financiamento do Programa de Arrendamento Residencial, da Caixa Econômica, que tem recursos de R$ 3 bilhões para financiar 200 mil habitações, pode virar um programa definitivo para financiamento de construção de habitações de baixa renda nos estados. A fórmula de alocação de dois terços do recursos do FGTS mais um terço de dotações orçamentárias e que permite o arrendamento de imóveis com correção anual com base num índice livre da TR já interessa aos governos do São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Eles estão propondo à Caixa Econômica a criação de outros fundos geridos pelos estados.

Viana Galvão

A Viana Galvão Construções Ltda, liderada pelo empresário José Mario Galvão, está lançando seus dois primeiros projetos, definindo como marca o nome "Anas". Os edifícios Ana Alice e Ana Beatriz, na Rua Ana Camelo da Silva, com pavimentos de seis apartamentos por andar e aproximadamente 50m2 de área útil, piscina, central de gás e salão de festas, foram projetados por Cândida Glasner.

Debêntures

A Sudene começa a trabalhar no projeto de aprimoramento do Finor: vai definir as datas para realização de leilões de debêntures que lhe permitirão aproximar ainda mais o mercado de capitais do Sistema Finor. A sua dúvida é saber se a proposta é mesmo viável. A Sudene vai ouvir representantes das bolsas regionais da Bahia, Ceará, Minas Gerais e Pernambuco para saber o que pensam disso.

Reunião técnica da Sudene

Haverá reunião do Conselho Deliberativo da Sudene este mês, com um detalhe: vai tratar apenas de assuntos técnicos. Ontem, mais dois projetos foram apresentados, um deles da ampliação da Fiabesa, em Jaboatão dos Guararapes, com investimentos de R$ 33,5 milhões.

Prometrópole

O Governo do Estado começou a primeira grande rodada de negociação com o Banco Mundial, em Washington, do Projeto Prometrópole, que vai financiar o programa de infra-estrutura em áreas de baixa renda de municípios da Região Metropolitana do Recife. Despachou para lá uma missão composta por gente da Fidem, Compesa, Seplan, prefeituras de Olinda e Recife e da consultoria GTZ. O programa está orçado em US$ 200 milhões, a partir do próximo ano.

Belco

No meio da fusão da Brahma com Antarctica, a cervejaria Belco começou esta semana a construção da sua nova fábrica no município do Cabo, ao lado da fábrica de high maltose, da Refinações de Milho Brasil (Corn Products). A nova cervejaria, que receberá água bruta do Rio Pirapama, deve funcionar no começo do ano que vem. A propósito, sobre a fusão, tem gente no mercado achando que após concluída, a AmBev não levará tempo para ser "internacionalizada".

Circula no mercado publicitário uma parábola muito interessante sobre a fusão da Brahma com a Antarctica. Segundo a parábola a fusão é a junção da galinha com o porco para a formação do croquete. A galinha entra com os ovos e, portanto, continua viva. O porco com o bacon, que para ser retirado...

O jornalista Aldo Paes Barreto é o novo coordenador de Comunicação Social da Fiepe. Tomou posse ontem, em substituição a Fernando Luiz da Câmara Cascudo, que vai dirigir a recém-criada Coordenadoria de Eventos.

Abre hoje no Shopping Center Recife a nova loja do Atacadão de Papelaria, com 500m2, já dentro do novo perfil da rede que vai atuar além do mercado de material escolar, no setor de material de escritório.

castilho@jc.com.br


Jornal do Commercio
Recife - 07.07.99
Quarta-feira