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RUMO A 2000 II PPS condena a "ala atrasada" do PT O que seria para unir forças, dividiu. É essa a opinião de alguns integrantes do PPS pernambucano, ao saberem que uma parte do PT ficou "irritada" com a possibilidade da criação de uma frente de oposição, incluindo o PPS e PSDB, para as eleições municipais do próximo ano. Para os líderes do PPS, isso não passa de uma intriga interna, com o intuito de atingir outros objetivos, que não o de deixar de participar de uma aliança que seria formada para enfrentar o prefeito Roberto Magalhães, do bloco PMDB/PFL. "Acho que isso é muito mais para atingir Humberto Costa. Não devemos dar crédito ao que essa parte atrasada do PT diz", disparou o vereador Waldemar Borges (PPS), referindo-se à bancada estadual do PT, que anteontem divulgou nota posicionando claramente contra uma aliança onde estivessem o PPS e o PSDB. Borges vai além e diz que mesmo sendo verdade - que isso represente a posição do PT - não deve preocupar em nada o seu partido. Segundo ele, não se deve mesmo confiar no que o PT diz em momentos como esse. "Já foram contra Arraes e depois se uniram", completa o vereador. O senador Roberto Freire usou o mesmo tom. "Foi (a nota petista) uma agressão ao principal peso do PT, que é Humberto Costa. Além do mais, O PT fica falando isso agora como fez com Arraes durante seus quatro anos de Governo, e depois subiu no mesmo palanque que o PSB", afirmou Freire. Uma outra unanimidade entre os integrantes do PPS é quanto à necessidade dessa frente de oposição. "É indispensável para nós nos juntarmos em um momento como esse. O PT aceita uma ali«AXCS9.00»ança com outros partidos com a condição de estar na liderança. Por que? Só eles tem bons nomes, é?", indagou o presidente regional Eduardo Carvalho. A estratégia de uma aliança de centro-esquerda contra o bloco PMDB/PFL - liderado pelo governador Jarbas Vasconcelos e o vice-presidente da República Marco Maciel - vem sendo discutida, informalmente, em reuniões onde participam principalmente líderes do PSDB, PPS e PSB. A idéia é não somente juntar forças para a sucessão municipal no Recife, mas também nos outros municípios da Região Metropolitana. O petista Humberto Costa, hoje sem mandato, é simpático à estratégia. O maior entrave, porém, é a postura dos petistas que não aceitam a aliança com partidos que apóiem os governos Jarbas Vasconcelos e/ou Fernando Henrique Cardoso. Outro problema é que alguns petistas acham que o PT é o único partido em condições de encabeçar uma chapa para enfrentar Roberto Magalhães. |
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