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CÂMARA MUNICIPAL Ato contra jeton irrita vereadores por MARCOS DA SILVA
Os cinco minutos que os atores usaram para interpretar o papel de vereadores, porém, causaram visível constrangimento entre os parlamentares. "O que nos leva a fazer essa manifestação é a situação caótica que vive a população. Desemprego, violência, fome e tantos outros problemas", argumentou Eraldo Lira, classificando a convocação do período extra - feita pelo prefeito Roberto Magalhães (PFL) - como uma "pouca vergonha". O vereador Elias Francisco (PMDB) procurou apaziguar: "É natural que no momento que atravessa o País, as pessoas sintam-se ofendidas com as sessões extras. O prefeito nos convocou porque achou necessário. Eu, se fosse prefeito, não convocaria", disse. Indagado sobre o transtorno, o presidente Fred Oliveira preferiu ignorar a cena: "Que manifestação? Não vi protesto nenhum. Estava tão concentrado que não percebi nada". A sessão de instalação do período extraordinário durou apenas vinte minutos. Ao todo, serão analisados seis projetos (veja arte ao lado). Pelo trabalho, que deve durar duas semanas, os parlamentares vão ganhar uma remuneração extra de R$ 4,5 mil. A primeira parcela do jeton, de R$ 2,5 mil, foi repassada ontem. O custo total da convocação é de R$ 184,5 mil. A maioria dos projetos trata de questões financeiras e, de acordo com a assessoria da Prefeitura, o município terá uma economia que justifica o gasto com os jetons. Os textos tratam, entre outras questões, da cessão de imóveis em comodato; da fixação de gratificações para oficiais de justiça que prestam serviço no Tribunal de Justiça, e do refinanciamento de dívidas do Executivo e autorização para a contrair uma outra junto ao BNDES. |
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