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CPI DO JUDICIÁRIO
Receita vai investigar golpe de construtoras

BRASÍLIA - As empresas que receberam cheques das construtoras Incal e Ikal, acusadas de desviar R$ 162,28 milhões dos R$ 222,62 milhões repassados às obras do fórum trabalhista de São Paulo, vão ter que prestar contas à Receita Federal. As que tiverem sonegados os valores recebidos terão que pagar os impostos devidos e ainda explicar a participação no esquema da lavagem do dinheiro desviado da construção. É esse o resultado esperado do rastreamento que a CPI do Judiciário e a Receita Federal iniciarão na próxima semana.

Na relação de empresas que serão visitadas há quatro pertencentes ao senador Luiz Estevão. São elas: Moradia Empreendimentos, Saenco Saneamento e Construção, OK Pneus e Itália Pneus, integrantes do chamado Grupo OK. Estevão depôs na última quarta-feira na CPI, antes de ter sido convidado, mas deixou muitas dúvidas sobre suas ligações com a Incal e Ikal. Com o rastreamento, Estevão pode ser flagrado em novas contradições.

Descoberto pela Receita, o esquema de lavagem passava pela empresa panamenha International Real Estate Investments. O dinheiro era escriturado como aplicações nessa corretora, mas, na verdade, era distribuído a várias empresas instaladas no País. A corretora Split, que na CPI dos Precatórios usava laranjas para lucrar com a venda de titulos irregulares, intermediou boa parte do dinheiro desviado.

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Jornal do Commercio
Recife - 07.07.99
Quarta-feira