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SERGIPE II Ruas e esquinas com jeito de passado As curtas distâncias entre as atrações de Sergipe permitem ao turista traçar um roteiro de viagem bastante dinâmico, principalmente se o meio de transporte for o carro. Os pontos mais distantes no interior não ultrapassam os 200 quilômetros de Aracaju. As cidades históricas de São Cristóvão e Laranjeiras, por exemplo, estão a apenas 20 quilômetros da capital. São Cristóvão foi a primeira cidade do estado. Capital quando ainda se chamava Sergipe Del Rey. Fundada em 1590, segue o padrão português de desenvolvimento em dois planos. Na cidade alta se estabeleceram o poder civil e religioso, enquanto na parte baixa ficaram o porto, as fábricas e a população de baixa renda. Em 1855, a cidade perdeu o status de centro político do estado porque não tinha um porto capaz de receber as embarcações de grande porte. Mas a transferência do poder para Aracaju não conseguiu acabar com o charme da arquitetura colonial presente em praticamente todos os prédios da cidade. Ao contrário, a distância do desenvolvimento ajudou a preservar as características originais do traçado urbano. Talvez seja justamente graças a isso que São Cristóvão mantém um clima nostálgico capaz de fazer o turista viajar no tempo. A sensação de voltar ao passado ficará mais forte depois da visita a uma das seis igrejas ou aos dois museus da cidade. São Francisco, Misericórdia, Matriz da Vitória, Amparo, Rosário e Nossa Senhora do Carmo são templos católicos construídos entre os séculos 17 e 19, em estilo barroco, cada um com peculiaridades próprias. Mas um dos atrativos que mais chama a atenção é o Museu dos Ex-votos, na Igreja da Ordem 3ª do Carmo, com centenas de peças de madeira e cera oferecidas pelos fiéis em agradecimento por graças alcançadas. TESOUROS - O Museu Histórico de Sergipe, localizado no antigo Palácio do Governo, guarda alguns tesouros da história do Brasil. Na sala de armas, por exemplo, é possível encontrar peças utilizadas durante combates com holandeses que invadiram a cidade no século 17, uma réplica do trono utilizado por D. Pedro II quando visitou o estado, louças importadas pelos colonizadores portugueses da Inglaterra e do Japão, no século 16, e réplicas de roupas e equipamentos utilizados por cangaceiros. O Museu de Arte Sacra do Convento de São Francisco é um espetáculo à parte. É o terceiro no país em importância e números de peças. Guarda santos de roca, articulados e com cabelos naturais, peças da liturgia da Igreja Católica em ouro e prata, alguns "santos do pau oco" em tamanho natural (que levavam ouro contrabandeado do Brasil para Portugal) e ainda um grande e rico acervo formado por diversas imagens barrocas. DICA - No caminho para São Cristóvão, é aconselhável dar uma entrada em Carmópolis, onde foram perfurados os primeiros poços de petróleo da Petrobrás no estado, em 1963. A maioria deles ainda está em atividade e podem ser vistos operando em vários pontos ao longo da estrada. No escritório da Petrobrás, o turista poderá conseguir uma recordação bastante diferente: uma garrafinha com petróleo. A atração de São Crisóvão, que já foi sede de uma comunidade carmelita, é a estátua de Nossa Senhora do Carmo. Com 12 metros de altura, ela pode ser vista de qualquer ponto da cidade, já que está estrategicamente colocada no Monte Carmelo. (P.T.) |
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