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SERGIPE IV Uma cidade projetada para funcionar Assim como Brasília, Aracaju (Terra das Araras e dos Cajus), também é uma cidade planejada. A capital do estado foi projetada para funcionar como um tabuleiro de xadrez, livre de congestionamentos e com casas de frentes estreitas e quintais profundos. Com seus 500 mil habitantes a cidade cativa o turista pela simplicidade, limpeza e beleza da orla. São nove praias, livres de pedras e com águas mornas. No Centro, o visitante poderá conhecer o Mirante de Santo Antonio, de onde se tem uma vista panorâmica da Capital. Diz uma lenda que os solitários conseguem encontrar as suas "almas gêmeas" depois de uma visita à Capela de Santo Antônio, em frente ao mirante. A Ponte do Imperador - na verdade um ancoradouro onde D. Pedro II desembarcou quando visitou Aracaju - também faz parte do city tour. Ainda no Centro, é possível visitar o belo prédio do Palácio do Governo - sede do Poder Executivo - o Museu de Arte e História Rosa Faria, o Mercado Novo, a Rua 24 Horas e o Centro de Turismo de Aracaju. Também vale a pena conhecer a Ilha de Santa Luzia. A travessia, pelo Rio Sergipe, é feita em um dos cinco catamarãs construídos pelo Governo do Estado para incrementar o turismo. ZÉ PEIXE - Com sorte, o turista poderá encontrar também, próximo ao Terminal Hidroviário, um dos personagens mais folclóricos de Aracaju, conhecido como "Zé Peixe". José Martins, 72 anos, garante que, há mais de 50 anos, não toma banho de água doce, só bebe água de coco, não calça sapatos e se alimenta exclusivamente de frutas. Filho de uma família ilustre de Aracaju, ele ficou famoso na cidade e já foi tema de reportagens em várias partes do mundo porque costuma nadar de três a cinco horas por dia indicando a entrada do Porto de Aracaju para os navios que precisam atracar. Os interessados na história local não podem deixar de conhecer o Memorial de Sergipe, um espaço cultural mantido pela Universidade Tiradentes, na Avenida Beira Mar. O acervo de seis mil peças reúne, em 14 salas, vasto material sobre a história, a economia, a religiosidade, o artesanato, o folclore e o cotidiano sergipanos. Existem, também, fósseis com mais de 12 mil anos e uma coleção de peças - destacando-se os punhais - que pertenceram ao cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva (Lampião) e hoje fazem parte do acervo particular de sua neta, Vera Ferreira. (P.T.) |
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