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CURSO
Veja como aliar estudo e trabalho no exterior

por BRUNO ALBERTIM

Passar uma temporada fora do país e ainda trabalhar para custear a estada é o objetivo de muitos jovens do mundo inteiro. Para estudantes ou profissionais brasileiros, há diversas opções de intercâmbio que permitem o exercício de uma atividade remunerada além das fronteiras nacionais. Algumas reconhecidas e regulamentadas pela IAESTE (International Association for the Exchange of Students for Technical Expirience), uma organização ligada a Unesco.

Há três meses, navegando na Internet, a pernambucana Isabele Albuquerque, estudante de administração, descobriu uma dessas opções. Resultado: mês que vem embarca para a Rússia, onde deve passar cerca de quatro meses. "Vou gastar dinheiro apenas com as passagens internacionais", diz. Ela conseguiu uma bolsa do próprio governo russo, para pesquisar a história econômica da ex-União Soviética, no valor de aproximadamente US$ 1 mil. Para a volta, a estudante já está disputando uma nova bolsa. Desta vez para o Canadá.

No Brasil, quem coordena com exclusividade a admissão de estudantes para bolsas nos programas da IAESTE é a Central de Intercâmbio (CI). São quinhentas vagas por ano. Para diversos países. "Os países desenvolvidos são muito concorridos. Mas os estudantes podem ficar atentos a excelentes oportunidades em países do Oriente Médio e outros lugares menos visados", aconselha Silvia Prevideli, gerente de marketng da CI.

As áreas de maior oferta são engenharia, informática, química e física, mas também há oferta em áreas de ciências humanas como direito, ciência e até moda. "O estudante se inscreve e aguarda o aparecimento de uma vaga. Uma boa dica é a seguinte: se há interesse por um país procurado, como a Inglaterra, por exemplo, leva vantagem quem conseguir, para um estudante inglês, um estágio remunerado no Brasil", conta Prevideli.

Os estágios da IAESTE têm duração de 2 a 4 meses, com maioria das vagas para inglês, porém com especialidades em outros idiomas, inclusive nos países de língua portuguesa. Para esse tipo de estágio, exclusivo para estudantes de graduação, a acomodação é em alojamento universitário. Paga-se uma taxa de inscrição no valor de R$ 30,00 e mais US$ 230,00, depois de confirmada a seleção para o estágio.

TRABALHO REMUNERADO - Embora também sejam destinados a estudantes, existem intercâmbios regulamentados pelo Council (Council on International Education and Exchange), uma entidade americana que regula intercâmbios internacionais, com maior área de oferta de intercâmbio nos Estados Unidos. A diferença é que não se trata de estágio e sim de trabalho remunerado, na aérea de graduação ou não do estudante selecionado.

Para esse tipo de intercâmbio, a relação com o empregador estrangeiro pode ser mais profissional e ele pode analisar critérios nesta questão. Para concorrer a uma vaga, o interessado deve buscar a lista do Council (divulgada em consulados e agências especializadas) com o nome das empresas americanas interessadas em receber estudantes estrangeiros para trabalho. E, então, entrar em contato com uma delas. Com sua aceitação garantida, o candidato deve procurar a CI ou outra agência que realize intercâmbio para viabilizar a emissão do visto J1, o único que permite a atividade remunerada nas fronteiras americanas.

São dois tipos básicos de oportunidade de trabalho. A primeira, conhecida como Work and Travel, é destinada a estudantes de graduação com idade inferior a 26 anos. Dura de 2 a 4 meses e não precisa, necessariamente, ser na área de formação do candidato. A taxa de intercâmbio é de US$ 590,00.

Para atividades na área de formação do interessado, existe um segundo programa, o Intership, com duração de 12 meses. A remuneração é definida pelos valores mínimos de salários praticados legalmente nos Estados Unidos. O que, para as empresas, não deixa de ser mão de obra barata. Daí a vantagem na contratação de estrangeiros em busca de aprendizado. Para os programas do Council, o governo americano admite cerca de 16 mil jovens por ano. Dos mais diversos países.

Serviço

Central de Intercâmbio: (011) 258-9188

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Jornal do Commercio
Recife - 01.07.99
Quinta-feira