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AUMENTO Salário mínimo volta a ser a grande bandeira da CUT SÃO PAULO - O aumento do salário mínimo é a mais nova bandeira da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Ao saber que o Governo estuda a redução do reajuste do mínimo este ano, o presidente da CUT, Vicente Paulo da Silva, disse que essa deverá ser uma prioridade da Frente Nacional de Luta pela Terra, Trabalho e Cidadania, que congrega entidades e sindicatos, e se reúne hoje. "O salário-mínimo não estava na nossa agenda", afirmou Vicentinho. Diante da ameaça de que o Governo não reajusta o salário no próximo dia 1º de maio, faz com que o mínimo entre na pauta. A Frente Nacional, que terá hoje sua primeira reunião deste ano, quer mobilizar a sociedade contra a política econômica do Governo e em defesa do emprego, da reforma agrária e da cidadania. De acordo com Vicentinho, o presidente Fernando Henrique "mentiu", uma vez, ao prometer que dobraria o mínimo. "Só que excluiu a inflação do cálculo. Agora, o Governo ameaça não reajustar", disse. Em seu programa de candidato, o presidente prometeu dobrar o valor do mínimo nos quatro anos de seu mandato, o que forçou a equipe econômica a reajustar o mínimo em 8,3% em 1998. O salário chegou a R$ 130. No programa para o segundo mandato, não há promessa ou meta para o salário mínimo. Ao conter a correção do mínimo, para atingir a meta fiscal estabelecida no acordo com o Fundo Monetário Internacional, o Governo dará um argumento forte para os partidos de oposição contra a política econômica. "É um prato amargo que está sendo oferecido já que prejudica todo mundo. A oposição tem de se mobilizar independente disso", afirmou Vicentinho. Nos próximos seis meses, o índice nacional de desempregado, apurado pelo IBGE, deve chegar a 13%. |
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