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CABINE
Alexandrino Rocha

Fiat vende até na crise

A Fiat, a mais jovem das quatro grandes montadoras que acreditaram no Brasil, tem dado boas lições industriais às suas congêneres. O caso do carro popular, é um exemplo. Saiu com o Mille na frente, no governo Itamar, alimentando a nostalgia do ex-presidente que desejava, inclusive, ter o Fusca de volta. Betim tem liderado as vendas, disputando com a Volks, mês a mês, a importante fatia de mercado. Agora mesmo, em janeiro, em plena crise financeira, aqui no Recife, a Fiat comercializou mais de mil veículos.

Autopeças

De 23 a 27 de março, a Automec - Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços, estará em São Paulo, com uma novidade: passa a ser anual, atendendo exigências de um mercado cada vez mais competitivo. A globalização e o fato de o Brasil ser um dos líderes do Mercosul, vem atraindo empresas estrangeiras do setor de autopeças.

Produção

Em 1996 foram produzidos no Brasil 1,8 milhão de carros; em 97 este número chegou a 2,1 milhões e em 98 atingiu 2,3 milhões. O aumento da produção deverá ser notado também este ano, quando o setor deve fabricar 2,5 milhões de veículos e faturar cerca de US$ 20 bilhões em vendas. A indústria tem apostado na superação da crise.

Disnove/Seat

Eraldo (Lau) Barbosa divide seu tempo entre o Recife e Timbaúba, onde mantém importante revenda Volkswagen. Seus negócios ampliaram-se muito no Recife, depois da compra da Codan, que foi substituída pela Disnove. Mantendo sempre a simplicidade e a modéstia como aliadas, Lau celebrou bons resultados de vendas em janeiro.

Reativação

Parma é o nome da concessionária Fiat, localizada em Salgueiro. Ela estava de fogo morto, isto é, de portas cerradas. Um novo grupo, todavia, acaba de adquiri-la, prometendo reativá-la ainda este mês. A Fiat tem grande aceitação na região sertaneja, gerando por isso mesmo, uma grande expectativa em torno da reabertura da Parma, que está em reforma.

Consórcio

Domingo falei sobre o esforço de vendas das representantes da Mercedes-Benz em Pernambuco: Norasa, Oásis e Delta. Ao lado das vendas dos caminhões, da Sprinter e carros importados, instalou-se nas revendas um esquema de consórcio do Classe A. Na foto, tratando do assunto, estão Joacir Correa, da Rodobens; Marcelo Guerra e Bevenuto Rocha, da Norasa.

Congelamento

Para a Citroen, ainda não existiu desvalorização do real; ela decidiu manter a taxa referencial do dólar ao nível de R$ 1,23 até depois de amanhã. O empresário Sérgio Habib, importador da marca no país, informa que a estratégia é vantagem para o cliente de suas 26 concessionárias. Este ano, a CitroÞn quer vender um volume de 10 mil unidades, o dobro do comercializado em 98. Oswaldo Amoroso, da Autofrance, aumentou o ritmo de vendas.

rocha@jc.com.br


Jornal do Commercio
Recife - 07.02.99