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CARNAVAL
Fantasias se aproximam mais das raízes nordestinas

por FLÁVIA DE GUSMÃO

Os desfilantes em concursos de fantasias costumam colocar nomes tão colossais quanto própria estrutura da roupa que exibem. E tome "crepúsculo do Rei Salomão sobre as águas do Rio Eufrates numa tarde de prata". Esse ano, o Baile Municipal trouxe novidades: nem os nomes nem as fantasias encolheram, mas elas parecem ter esquecido o oriente exótico e se aproximado mais de suas raízes nordestinas.

O terceiro lugar, conquistado por João Bosco com a o seu Tributo a Faceta, o Menestrel do Pastoril, foi uma criativa montagem onde o desfilante fazia às vezes do "véio Faceta" e era acompanhado por bonecas de pano em tamanho natural. O segundo lugar foi para João Andrade com Recife Que Encanta o Brasil, uma delicada compilação de elementos pernambucanos, como os azulejos portugueses, maracatus e bandeirinhas de São João. O primeiro lugar foi para Nil Kennedy que com Sou Rei do Nordeste, Sou Cabra da Peste garantiu sua sétima vitória nesse tipo de concurso. Uma estrutura pesada, mas inegavelmente elaborada, trazendo uma homenagem a Luiz Gonzaga e a Lampião. Mais nordestino impossível.



Jornal do Commercio
Recife - 08.02.99