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CARNAVAL Parceria faz folião ferver debaixo d'água por LUCE PEREIRA
Cabeças brancas, cabeças boas, cabeças de todas as idades balançaram na reverência aos estandartes de Marim dos Caetés, Pitombeira dos Quatro Cantos e Vassourinhas, enquanto o cantor Almir Rouche sugeria: "orgulhem-se de ser pernambucanos e batam na palma da mão". Obediência geral. Eram quinhentos mil braços erguidos? Era um milhão? Quem viu a Av. Boa Viagem coalhada, já ao meio-dia, jurava que qualquer palpite seria puro exercício de imprecisão. Àquela altura, também era tarefa impossível tentar medir a alegria do anfitrião, o presidente do Grupo Bompreço, João Carlos Paes Mendonça, que do camarote VIP saudava a passagem de personagens e alegorias como se tudo aquilo fosse um desfile de lembranças. Boas como as que devem ter feito o governador Jarbas Vasconcelos não tirar os olhos da massa que coloria a avenida, ora encharcada de chuva, ora de suor. DIABO LOURO - E nem os gringos resistiram quando o diabo louro Alceu Valença faiscou em cima do trio elétrico. Com passos desajeitados, tentavam a todo custo acompanhar a coreografia maravilhosa de gente íntima do frevo. Com certeza aquilo estava good demais. Tanto que a presidente da Cruzada, Geralda Farias, não sabia se cantava junto ou se mordia o picolé. E o maluco beleza, continuava provocando, com a música que consegue atiçar mais do que um tridente. "Olinda, quero cantar"... Coisa para mexer até com o coração de bons baianos, como o governador e o prefeito de Salvador, César Borges e Antonio Imbassahy, que na evolução do Túnel do Tempo foram saudados pelas bandas de axé music. Difícil foi, quando já estavam todos "mal acostumados", recolher a alegria e abandonar a avenida, mesmo com a chuva sem querer saber de bandeira branca. Aqueles foliões desejavam era continuar ali, sendo parceiros até debaixo d'água. |
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