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Debate oportuno Duodécimo é uma palavrinha feia que ainda vai dar muito o que falar no atual momento político do Estado. Representa a parcela de recursos da arrecadação estadual que é repassada pelo Executivo, mensalmente, para cobrir as despesas do Judiciário e do Legislativo. É o estopim da "briga" que os poderes travam, hoje, depois que a Secretaria da Fazenda decidiu repassar, com corte, os valores referentes ao mês de janeiro. Há todo um componente jurídico na questão do duodécimo, mas hoje o fator mais predominante é o político. E o debate que se trava é mais do que oportuno. À frente do cofre do Estado, o Executivo bateu o centro e apresenta, PAGINA: 3pol-08.apm FINAL DA COLUNA: 1nesta querela, um discurso forte para se contrapor às pressões do Judiciário e dos parlamentares: se o Estado encontra-se numa situação de dificuldades, porque o esforço na economia deve partir apenas do Governo? O questionamento do governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) faz sentido. No Judiciário e no Legislativo, as reações já se fizeram notar, o que era esperado. Na Assembléia, com muita pressão sobre o novo presidente José Marcos Lima (PFL), um parlamentar com perfil bem conciliador e que chegou a admitir os cortes para, logo depois, alterar um pouco a linha do discurso. Para não se atritar com os colegas deputados. Briga no PT Insatisfeito com o PT paulista, Fernando Ferro cobra uma melhor discussão sobre a redução do IPI, proposta como alternativa para salvar o emprego dos trabalhadores da indústria automobilística de São Paulo. Alerta que, ao baixar o IPI, encolhe-se os recursos dos fundos constitucionais, prejudicando os trabalhadores do Nordeste. Jaboatão Muita gente estranhou a decisão da Câmara Municipal de Jaboatão de anunciar, no sábado (6), um corte drástico de despesas. Famosa por ter, há anos, uma folha de pessoal bem extensa, a Câmara de Vereadores tomou a decisão às vésperas de sua prestação de contas (97/98) ser votada pelo TCE. O julgamento será na próxima quarta-feira (10). Reflexo da crise Devagarinho, a idéia de retomada da discussão sobre o parlamentarismo volta à tona no Congresso Nacional. O agravamento da crise fez muitos parlamentares, de todas as legendas, repensar o apoio ao presidencialismo. O petista Fernando Ferro, por exemplo, já acha que o parlamentarismo pode ser uma alternativa no caso da crise econômica se transformar em institucional. "Só que sereia necessário convocar eleições gerais", defende. Bolsa de apostas Nos bastidores da Assembléia, já há quem faça aposta sobre quando haverá um racha pra valer na base governista. Em reserva, muitos parlamentares não escondem a insatisfação com o Executivo. O chororô é grande. Em recuperação Recupera-se em São Paulo, de uma cirurgia para implante de pontes de safena, o empresário Paulo Coelho, que na campanha de 90 foi vice de Jarbas. Tem a companhia dos filhos Fernando Bezerra e Clementino Coelho. Em Alta Os deputados José Marcos Lima e Geraldo Coelho, ambos do PFL. O primeiro, eleito presidente da Assembléia Legislativa, e o segundo, mesmo derrotado na disputa, marcou posição contra o "rolo compressor" e saiu fortalecido. Em Baixa A intensa prática do "troca-troca" de partido depõe contra os próprios políticos e reforça a tese da necessidade urgente da reforma política. No corre-corre para ampliar bancadas, no "novo Congresso", partidos viram meras legendas de aluguel. Presidente & folia Há seis anos, no alto de sua popularidade, o então presidente Itamar Franco brilhou no Carnaval de Olinda, a convite de Roberto Freire. Hoje, será que algum governista tem coragem de convidar FHC para a folia? Quem é o otário De Pedro Corrêa, citando frase do filme "Cartas na mesa" para elogiar a troca de comando no Banco Central: "O mercado é como mesa de pôquer. Se em 15 minutos você não descobre quem é o otário, o otário é você". |
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