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EXPERIÊNCIA II
UFPE estuda plantas que ajudam a recuperar solos

Há aproximadamente um ano, o Laboratório de Genética Vegetal da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) também vem realizando pesquisas de clonagem in vitro. A técnica está sendo aplicada em plantas de espécies Nularia e Halimus, do gênero Atriplex, com objetivo de testar seu desenvolvimento no processo de dessalinização dos solos no interior do estado.

"As plantas pesquisadas são de grande utilidade na alimentação de gado e podem ajudar na recuperação desses terrenos salinizados", diz a mestranda em genética Cássia Gusmão, que trabalha no laboratório da UFPE. Os testes estão sendo feitos nas cidades de São Bento do Una e Petrolina.

Outra instituição que trabalha com micropropagação vegetal é a Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária (IPA). Ela possui uma biofábrica na Estação Experimental de Itapirema, onde vem desenvolvendo a clonagem de mudas de cana-de-açúcar. O intuito é renovar as áreas plantadas utilizando mudas de alta qualidade e isentas de qualquer tipo de doença.

Atualmente, milhares de pequenas, médias e grandes empresas já produzem, por ano, de 10 mil a um milhão de espécies de plantas in vitro. Na América Latina, segundo dados da professora de fisiologia vegetal Lilia Willadino, da UFRPE, mais de cem laboratórios comerciais atuam nessa área. O conjunto de laboratórios e biofábricas de Cuba, por exemplo, chega a produzir mais de 60 milhões de mudas. Já no continente europeu, 500 milhões são multiplicadas por clonagem. Só a Holanda produz 70 milhões de plantas, incluindo aí, as famosas tulipas.

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Jornal do Commercio
Recife - 07.02.99