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CERTIFICADOS Fórum debate no Recife novas normas de qualidade A globalização está levando as empresas, sem distinção de setor, a investirem na busca da qualidade dos produtos ou serviços que prestam, atestada pelo certificado de ISO 9000. Isso porque a aproximação econômica dos países - que acabou gerando o Mercosul, o Mercado Comum Europeu e o Nafta (Estados Unidos, Canadá e México), entre outros - facilitou o comércio exterior, mas exigiu a excelência dos empreendimentos que pretendem ganhar consumidores. Atualmente os critérios empregados para medir a qualidade de empresas tanto no Japão, Suíça, Estados Unidos ou Brasil são os mesmos. As regras para se chegar à eficiência máxima são determinadas pelo International Certification Network (IQNet), instituição que realiza no Recife o seu 30º fórum semestral, de amanhã a sexta-feira. Denominado de IQNet Meeting, o evento acontecerá pela primeira vez na América Latina. O fórum reunirá consultores dos 28 países onde a IQNet tem representantes. De acordo com o vice-presidente da Fundação Vanzolini, que responde pela IQNet no Brasil, Melvin Cymbalista, além de servir para a troca de experiências, o evento discutirá mudanças nas normas de avaliação da qualidade. NOVA NORMA - "A partir do ano que vem, por exemplo, as empresas que já tenham o ISO 9000 passarão por uma nova avaliação que será pautada pela atualização das normas", diz Cymbalista. Ele explica que as empresas serão analisadas nas auditorias que são feitas normalmente a cada ano. Melvin Cymbalista destaca que a Fundação Vanzolini é credenciada pelo Inmetro e pelo Comitê Brasileiro de Qualidade. Segundo ele, o mercado do Nordeste é promissor mas ainda está engatinhado. Das 3.735 empresas que têm certificado ISO 9000 hoje no país apenas 50 são de Pernambuco. A Bahia tem 82 e o Ceará, 28. Em Pernambuco somente dez foram certificadas pela Fundação Vanzolini - empresas certificadoras de outros países atuam no país através de filiais. De acordo com dados da Confederação Nacional da Indústria, as empresas que obtiveram ISO em 98 registraram um índice de 3,7% de produtos defeituosos, contra os 30% de 1990. |
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